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Otimismo para acordo Mercosul-UE prevalece, segundo Espanha

Buenos Aires, 20 Mar 2018 (AFP) - As negociações entre Mercosul e União Europeia para um acordo de livre-comércio estão bem encaminhadas, disseram nesta terça-feira (20) representantes dos dois blocos, à margem da cúpula ministerial do G20 em Buenos Aires.

"Acho que as negociações entre a União Europeia e o Mercosul continuam avançando", declarou à imprensa o ministro de Economia da Espanha, Román Escolano.

Em 19 de fevereiro teve início uma nova rodada de negociações em Assunção. Os diálogos terminarão esta semana na capital do Paraguai, país que tem até 30 de junho a presidência pro tempore do Mercosul, que inclui também Argentina, Brasil e Uruguai.

"Temos uma perspectiva importante para eliminar os últimos obstáculos que podem existir, há uma disposição de ambos os lados para chegar a um acordo", disse Escolano.

No que diz respeito à Espanha, o ministro sublinhou que "existe uma vontade muito clara de que este projeto, que estamos negociando há muitos anos, nas próximas semanas, nos próximos meses, chegue a uma conclusão bem sucedida".

O ministro das Finanças da Argentina, Nicolás Dujovne, concordou e disse que houve "progresso nas negociações".

"Reafirmamos nossa visão otimista de um acordo em breve. A próxima reunião será em abril e estamos muito otimistas quanto ao andamento das negociações", disse Dujovne em entrevista coletiva.

Tais avanços foram questionados nesta segunda-feira pelo ministro da Economia francês, Bruno Le Maire, que falou de um "bloqueio" das negociações.

O capítulo agropecuário ainda é alvo de desacordos.

Le Maire avaliou que os produtores da América do Sul devem estar sujeitos às mesmas exigências de seus equivalentes europeus.

"Acreditamos em um livre-comércio baseado na reciprocidade total, o que significa que as regras aplicáveis na França, ou na Europa, devem ser também na Argentina, ou no Brasil. Se as regras não forem iguais, devemos encontrar uma medida compensatória", afirmou.

Numa coletiva de imprensa em inglês, Le Maire disse que "a decisão dos países sul-americanos é esperada, mas no momento (a negociação) está bloqueada".

Na terça-feira, o ministro espanhol admitiu que há "várias questões" em desacordo.

No entanto, ele garantiu que "os pontos positivos (são) claramente mais numerosos do que os pontos ainda pendentes de resolução".

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