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Emergência ambiental na Colômbia por vazamento de petróleo

26/03/2018 16h59

Barrancabermeja, Colômbia, 26 Mar 2018 (AFP) - Centenas de barris de petróleo contaminaram três rios e estão afetando várias espécies no norte da Colômbia, após uma fuga que começou há 24 dias e ainda não foi completamente controlada pela estatal Ecopetrol.

A emergência ambiental, que atinge o município de Barrancabermeja, no departamento de Santander, começou em La Lizama 158, um poço inativo de onde está saindo petróleo desde 3 de março.

Até esta segunda-feira (26) haviam saído à superfície aproximadamente "500 barris de petróleo", disse à AFP uma fonte da Ecopetrol.

Entretanto, milhares barris de água, barro e petróleo alcançaram vários riachos de Santander, o que aprofundou a emergência.

A mancha já alcança os 23 quilômetros de comprimento.

A partir de 12 de março a situação se complicou porque "não havia contenção nem retenção (do petróleo)", disse Claudia González, diretora da Agência Nacional de Licenças Ambientais (ANLA) à Caracol Radio.

Por conta das fortes chuvas, as substâncias se misturaram com as águas dos riachos de Lizama e Caño Muerto e do rio Sogamoso.

Quase 70 pessoas que habitam as margens dos riachos tiveram que ser realocadas de maneira preventiva, enquanto 1.235 mamíferos, aves e répteis foram resgatados da contaminação, segundo a Ecopetrol.

A pesca se viu seriamente atingida.

"Não tenho praticamente nada para comer. A vida toda vivemos do rio e a contaminação já chegou a Magdalena", o principal rio da Colômbia, afirmou Elkin Cala, um morador da área, ao canal Uno de notícias.

"A @ANLA_Col procederá a fim de impor sanções contundentes e exemplares a @ECOPETROL_SA pela falta de atualização de seus planos de contingência; esta empresa é a responsável pela licença ambiental e deve responder por sua atuação", disse Luis Murillo, ministro de Meio Ambiente, em sua conta do Twitter.

Embora ainda não tenham estabelecido as causas da fuga, o presidente da Ecopetrol, Felipe Bayón, considerou que a emergência pode ter ocorrido por "problemas de pressão" no poço, ou por atividade sísmica.

A estatal colombiana espera controlar esta fuga o quanto antes, embora segundo a ANLA esta tarefa possa demorar mais duas semanas.

Na zona há outros 14 poços, dos quais três já estão inativos.

dqg-vel/gm/cb/mvv

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