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Varejistas miram em millennials para movimentar comércio

23/11/2018 17h22

Nova York, 23 Nov 2018 (AFP) - Com o início da temporada de vendas de fim de ano nesta sexta-feira (23), comerciantes e varejistas esperavam que um salvador inesperado mantivesse as engrenagens funcionando: os millennials.

A geração de 22 a 37 anos parece estar, há muito tempo, sem dinheiro ou endividada após concluir o ensino superior em uma economia sem novos empregos, após a crise financeira mundial de 2008.

Mas, neste ano, as empresas americanas lançaram suas promoções online e lançamentos no início da "Black Friday", na temporada anual de compras de fim de ano, mirando em jovens adultos.

"Os varejistas das festas de fim de ano vão experimentar o crescente poder de compra da Geração Z e da geração millenial", disse o presidente da Federação Nacional de Varejo, Matthew Shay.

A NRF projetou um crescimento de 4,8% este ano em gastos gerais de varejo em novembro e dezembro, chegando a US$ 721 bilhões.

Os dados da pesquisa da NRF mostraram que 43% dos adultos entre 18 e 24 anos esperam gastar mais em comparação com o ano passado e que 38% daqueles entre 25 e 34 anos gastarão mais.

Por outro lado, apenas 9% daqueles com 65 anos ou mais planejam comprar mais.

Essas previsões desafiam a impressão persistente de que jovens adultos ainda são economicamente sobrecarregados, uma percepção ironizada pela fabricante de brinquedos Hasbro com o "Banco Imobiliário para Millennials", que foi lançado a tempo para o Natal.

Nesta versão do clássico jogo de tabuleiro, os competidores tentam acumular os pontos mais "de experiências". "Esqueça o mercado imobiliário. Você não consegue pagar por isso, de qualquer maneira", diz a caixa. A novidade do Banco Imobiliário tem vendido bem.

- Podendo gastar -A porta-voz da NRF Ana Serafin Smith disse que um mercado de trabalho forte, a economia robusta e os cortes de impostos estavam entre os fatores que deram aos millenials "um bom estado econômico para poderem gastar".

Courtney Voss, comissária de bordo de 31 anos, de Nova York, disse que já tinha gastado demais nesse ano e planejava ficar dentro do orçamento. Mas, tanto Voss quanto seu namorado tiveram aumentos salariais neste ano, e ela relata que muitos de seus amigos estão em uma situação melhor.

"A esta altura, a maioria dos meus amigos têm trabalhos muitos bons e estão ganhando bem", afirmou.

Samuel Ball-Brau, de 30 anos, que trabalha com finanças em Nova York, espera gastar mais este ano.

"Finalmente, podemos nos dar ao luxo de devolver todo o apoio que nossos entes queridos nos deram", disse ele.

Os analistas estão otimistas quanto à previsão geral para a temporada de compras de fim de ano, que responde por até 30% das vendas anuais de alguns fornecedores.

O IHS Markit projetou nesta semana um aumento de 4,4% nas vendas gerais de fim de ano.

- Mais vendas por smartphones -Parte da intensidade da "Black Friday" diminuiu nos últimos anos, à medida que os varejistas se distribuíram ao longo do período de promoções e também começaram a se guardar para a "Cyber Monday" no início da semana que vem.

Mas ainda se espera que o volume de compradores seja forte em um intenso dia de compras, que normalmente leva a tumultos e outras violências.

A IHS projetou que as vendas online representariam 18,9% do total de negócios, ante 17,8% do ano passado.

Espera-se que mais vendas sejam feitar por smartphones, resultado de telas de celular maiores, conexões mais rápidas, menos problemas nos sites varejistas e o uso do Apple Pay e outros programas que aceleram as vendas, disse Taylor Schreiner, diretor da Adobe Digital Insights.