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Boeing apresenta mudanças no software do 737 MAX a autoridades americanas

29/04/2019 17h58

Nova York, 29 Abr 2019 (AFP) - A empresa aeronáutica Boeing apresentou à Agência Federal de Aviação dos EUA (FAA) alguns documentos sobre uma correção para o sistema de estabilização chamado MCAS de seus modelos 737 MAX, envolvido em dois acidentes aéreos nos últimos meses, informou nesta segunda-feira (29) uma fonte vinculada a essa questão.

A certificação do software, um passo crucial para que os aviões deste modelo voltem a voar, não ocorrerá, segundo a Boeing, antes da reunião da FAA em 23 de maio com reguladores de várias partes do mundo em Washington.

A FAA também espera receber os dados do voo de teste - que será feito nos próximos dias - afirmou sob anonimato uma fonte contactada pela AFP.

A Boeing calcula que a paralisação tenha lhe custado 1 bilhão de dólares, depois que autoridades de todo o mundo proibirem os voos com os 737 MAX após dois acidentes em seis meses com duas aeronaves deste modelo que deixaram de 300 mortos.

Em ambos os casos, as primeiras conclusões apontam para um mau funcionamento do sistema de estabilização, chamado MCAS.

Portanto, a Boeing está confiante de que as mudanças nesse software permitirão o levantamento da proibição do 737 MAX.

A FAA informou na semana passada que convocou contrapartes de vários países para uma reunião em 23 de maio em Washington para tratar das mudanças que a empresa planeja implementar.

- Respaldo de acionistas - Os acionistas da empresa apoiaram seus diretores nesta segunda-feira na assembleia geral, apesar das muitas perguntas que pesaram sobre a Boeing nos últimos dias.

O diretor-executivo da empresa, Dennis Muilenburg, mais uma vez descartou falhas no MCAS ou uma possível corrida para certificar o sistema, uma versão contrária à de testemunhas e funcionários, bem como as conclusões dos investigadores.

Muilenburg disse que os acidentes sofridos pelos modelos 737 MAX nos últimos meses, como na maioria dos casos, foram o resultado de uma "cadeia de eventos" e não apenas um fator.

Alguns acionistas propuseram na reunião anual um plano para promover maior transparência, transformando um diretor independente em presidente e disseminando as atividades de lobby e associação de associações comerciais. Mas essas propostas não foram aceitas pela maioria.

A derrota dessas moções foi um alívio para Muilenburg e outros membros da empresa, embora houvesse pouco clima de triunfo no encontro anual, que contou com um minuto de silêncio pelas vidas perdidas.

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