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Procurador mexicano confirma ordem de prisão de ex-diretor da petroleira Pemex

29/05/2019 14h09

México, 29 Mai 2019 (AFP) - O procurador-geral do México confirmou nesta quarta-feira que foi emitida a ordem de prisão do ex-diretor da estatal Petróleos Mexicanos (Pemex), Emilio Lozoya, acusado de uso ilegal de fundos procedentes da questionada compra de uma fábrica de fertilizantes desativada.

"O crime fundamental é o uso ilegal de fundos que vêm de uma situação que não é legítima", disse o procurador Alejandro Gertz à emissora local Televisa.

Outro dos envolvidos no caso, o diretor da siderúrgica Altos Hornos de México, Alonso Encira, que vendeu a fábrica à Pemex, foi preso nesta terça pela polícia espanhola no aeroporto de Palma de Mallorca quando ia deixar o país.

Lozoya, colaborador próximo do ex-presidente Enrique Peña Nieto (2012-2018), é acusado de ter autorizado a compra da fábrica por cerca de 500 milhões de dólares quando era diretor da Pemex, um preço excessivo em vista do mau estado de suas instalações, segundo o governo e a opinião de especialistas da indústria.

Gertz explicou que a acusação contra Lozoya surgiu de uma denúncia do representante legal da Pemex, que apontou uma série de prejuízos patrimoniais à empresa resultante de uma cadeia criminosa que a promotoria vem investigando desde março.

"No momento em que já tínhamos todos os elementos, fomos e apresentamos perante o juiz a necessidade de um mandado de prisão a ser emitido", acrescentou o promotor.

Gertz disse que não sabia o paradeiro de Lozoya. "Eu gostaria de saber", disse o procurador, apesar de o advogado de defesa Javier Coello ter dito que seu cliente está no México.

Lozoya renunciou à Pemex, a maior empresa pública do México, mergulhou em sérios problemas financeiros, em meio a alegações de que teria recebido subornos milionários da empresa brasileira Odebrecht, que teriam sido destinados à campanha que levou Peña Nieto à Presidência. O ex-funcionário negou as acusações.

Lozoya é o primeiro alto funcionário a ser investigado pelo governo de Andrés Manuel López Obrador, que assumiu a Presidência com o compromisso de erradicar a corrupção no México.

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