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Peso chileno segue em baixa, e ministro faz alerta sobre desemprego

Jorge Silva/Reuters
Imagem: Jorge Silva/Reuters

em Santiago (Chile)

14/11/2019 17h50

O peso chileno voltou a fechar em seu mínimo histórico nesta quinta-feira, a 802,63 unidades por dólar, em um cenário de crise econômica provocada pela extensa crise social que vai deixar cerca de 300 mil desempregados, disse o ministro da Fazenda, Ignacio Briones.

Na quarta, o peso tinha fechado a 794,97 por dólar, levando o Banco Central a lançar um plano de injeção de 4 bilhões de dólares através de leilões a 30 e a 90 dias, para conter a queda da moeda.

Contudo, a ação do Banco Central se mostrou pouco efetiva para conter a inquietação de um mercado abalado por uma crise social que se encaminha a completar um mês com violentos protestos que deixaram 22 mortos e milhares de feridos.

Com serviços e comércio operando fora de ritmo, o ministro das Finanças alertou sobre o forte impacto que a instabilidade social terá - em um dos países mais estáveis da região até agora - no mercado de trabalho.

"Se isso for por enquanto, teremos um aumento no desemprego com uma alta probabilidade de 3 pontos, 300.000 pessoas daqui até o fim do ano e um número maior que isso no ano seguinte", disse Briones ao participar do uma sessão no Congresso.

No trimestre julho-setembro, o desemprego ficou em 7%.

Sobre a possibilidade de uma recessão técnica na economia local no próximo ano, Briones disse que "não descarta" e que dependerá "do que acontecerá no futuro" com a agitação social.

As autoridades locais estimam que a economia chilena crescerá por volta de 2%.

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