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EUA registra 1,48 milhão de novos pedidos de seguro-desemprego

De acordo com o FMI, a economia dos EUA sofrerá uma contração de 8% este ano - reprodução
De acordo com o FMI, a economia dos EUA sofrerá uma contração de 8% este ano Imagem: reprodução

Em Washington (Estados Unidos)

25/06/2020 11h39

As demissões pela crise provocada pelo novo coronavírus nos Estados Unidos continuaram na semana passada - é o que mostram os números divulgados pelo Departamento do Trabalho hoje, com 1,48 milhão de novos pedidos de seguro-desemprego.

Na semana encerrada em 20 de junho, os novos pedidos haviam registrado uma queda em relação aos números revistos da semana anterior. Ainda assim, ficaram acima do nível de 1,25 milhão esperado pelos analistas.

Desde meados de março, quando começou o confinamento pela pandemia, o total de pessoas que recebem esse auxílio chega a 47,2 milhões.

Na semana concluída em 13 de junho, a quantidade de pessoas que solicitam seguro-desemprego havia caído meio ponto, a 13,4%.

Estes números - que são um termômetro da economia em tempo real - mostram que, apesar do "desconfinamento" em vigor em vários estados há algumas semanas e de muitas empresas terem reaberto as portas, milhões de pessoas continuam solicitando ajuda, por falta de uma vaga no mercado.

"Mais uma semana em que os novos pedidos caem, embora se mantenham em um nível elevado - o que, talvez, esteja mostrando a incapacidade das empresas de manterem sua força de trabalho em um entorno com regras mais restritivas", constatou a consultoria HFE.

Segundo os dados do Departamento do Trabalho, os índices mais altos de desemprego são registrados em Nevada, Porto Rico, Havaí, Nova York, Califórnia, Michigan, Louisiana, Massachusetts, Ilhas Virgens e Connecticut.

De acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), a economia dos Estados Unidos sofrerá uma contração de 8% este ano.

Para a oposição democrata, estes números do emprego indicam que a crise está longe do fim.

"Trump se entregou. Ele se preocupa mais com seu futuro político do que com as vidas e com as fontes de renda dos americanos", afirmou o Comitê Nacional do Partido Democrata, em um comunicado.