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Trump alivia controles sobre exportações de drones armados

24/07/2020 21h02

Washington, 25 Jul 2020 (AFP) - Os Estados Unidos anunciaram nesta sexta-feira (24) um alívio no controle das exportações de drones armados, afirmando que seus aliados precisam da tecnologia dos EUA e que países que não integram um pacto de não proliferação estavam dominando o mercado.

A Casa Branca disse que o presidente Donald Trump aprovou uma medida para flexibilizar parcialmente o Regime de Controle de Tecnologia de Mísseis (MCTR) de 1987, assinado por 35 países para restringir a venda de sistemas de armamentos teledirigidos.

Esse pacto busca controlar a propagação de mísseis capazes de transportar uma carga significativa de armas nucleares. O MCTR também inclui drones armados, que na época não tinham a importância de hoje.

A mudança ordenada por Trump inclui os drones armados - cujas exportações foram severamente restritas - a uma categoria que permite que eles sejam vendidos caso a caso.

Os drones devem ter uma velocidade inferior a 800 km/h, o que deve facilitar as vendas do Reaper e do Predator usados pelo Exército dos Estados Unidos, entre outros modelos fabricados por empresas americanas.

"Os padrões do MTCR têm mais de três décadas", disse a Casa Branca em um comunicado no qual também responde pelo fracasso de dois anos de negociações para reformar o tratado.

"Esses padrões ultrapassados não apenas dão aos países fora do pacto uma vantagem injusta que não só prejudica a indústria dos EUA, mas também impede nossa dissuasão no exterior, prejudicando nossos parceiros e aliados com tecnologia de menor qualidade".

A medida suscitou preocupações entre os defensores do controle de armas, que alegaram que a venda desses drones avançados impulsionará a corrida armamentista.

"Mais uma vez, o governo Trump enfraquece os controles internacionais de exportação de drones letais", disse o senador democrata Bob Menendez em nota.

"Essa decisão imprudente provavelmente vai facilitar a exportação de nossas armas mais mortais a violadores de direitos humanos no mundo", acrescentou.

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