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Rivais do TikTok apertam as mãos nas restrições ao aplicativo chinês

13/08/2020 10h04

Paris, 13 Ago 2020 (AFP) - Vários aplicativos como Triller, Zynn, Dubsmash e Byte, apertaram as mãos diante da possibilidade de tomar uma parte do mercado do TikTok graças às restrições que o aplicativo chinês pode sofrer, devido às tensões entre Estados Unidos e China.

O TikTok, que pertence ao grupo chinês ByteDance, tem cerca de um bilhão de usuários, a maioria adolescentes que compartilham vídeos curtos, muitos deles musicais ou cômicos.

Após a ameaça de Donald Trump de proibir o TikTok nos Estados Unidos, muitos de seus usuários apostam agora em outros aplicativos parecidos.

"Existe uma grande guerra entre os aplicativos nos Estados Unidos, já que se trata de uma verdadeira oportunidade para os concorrentes de tomar uma parte do mercado", explicou à AFP Luis Rodríguez, consultor em redes sociais para Mediatrium.

A incerteza com a situação do TikTok fez com que seus downloads nos EUA diminuíssem 16% nos três últimos meses, segundo a agência de pesquisa americana SensorToower.

Por outro lado, os downloads de quatro aplicativos parecidos com o TikTok (Triller, Zynn, Dubsmash e Byte) aumentaram 361% durante a semana de 27 de julho e totalizaram praticamente 1,5 milhão de downloads entre os usuários americanos.

"Este avanço ocorre depois que o Triller teve um crescimento significativo após a proibição do TikTok na Índia e depois que Estados Unidos expressou sua preocupação com o uso dos dados dos usuários do TikTok", disse o aplicativo Triller em nota.

Os influentes do TikTok "Griffin Johnson, Noah Beck e Anthony Reeves também se tornaram conselheiros do Triller, pois cada um deles pode levar milhões de adeptos do TikTok para o aplicativo", anunciou a plataforma em um comunicado no início de agosto.

Donald Trump, que há meses acusa os serviços de inteligência chineses de se aproveitarem do TikTok para fins de espionagem, está pressionando a ByteDance para que venda o aplicativo para a Microsoft ou outra empresa americana antes de meados de setembro, sob pena de proibir o aplicativo nos Estados Unidos.

A plataforma sempre negou firmemente o compartilhamento de seus dados com as autoridades chinesas e lembra que seus centros de dados estão localizados fora da China.

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