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Bolsas mundiais instáveis por incerteza eleitoral nos EUA

04/11/2020 08h08

Paris, 4 Nov 2020 (AFP) - As principais Bolsas mundiais estavam instáveis nesta quarta-feira (4) devido à incerteza na contagem dos votos das eleições nos Estados Unidos e à vitória reivindicada por Donald Trump, embora os resultados finais ainda não tenham sido publicados.

Após abertura em queda, alguns mercados europeus estavam se recuperando e, por volta das 10h00 (6h00 de Brasília), a Bolsa de Paris ganhava 0,27% e Londres 0,05%.

No entanto, Frankfurt perdia 0,45%, Madri 1,05% e Milão 0,98%.

Na Ásia, o índice Nikkei da Bolsa de Tóquio fechou em forte alta, de 1,72%, na esteira de Wall Street, que havia encerrado no verde.

O Hang Seng de Hong Kong terminou com perda de 0,21%, o índice de Xangai subiu 0,19% e o de Shenzhen 0,31%.

Além da eleição nos Estados Unidos, os mercados chineses sofriam o golpe do anúncio da véspera do adiamento do IPO do Ant Group, gigante do pagamento online chinês, o que pesou sobre as ações do Alibaba.

Donald Trump reivindicou a vitória nas eleições, embora a contagem dos votos ainda esteja em andamento, especialmente em vários estados importantes.

"Há uma grande incerteza sobre o que Trump diz sobre a fraude nas eleições e sua intenção de apelar à Suprema Corte", afirmou à AFP o analista Naeem Aslam.

"Trump acaba de declarar guerra", acrescentou Neil Wilson, da Markets.com, para quem essas declarações do presidente explicam a queda inicial dos índices.

No plano cambial, o dólar ganhava terreno e subia 0,38%, a 1,1673 por euro, ante 1,1715 dólar no dia anterior.

"Foi declarado que se Donald Trump fosse eleito, isso aumentaria o dólar. E é o que está acontecendo atualmente", comentou John Plassard, da Mirabaud Securities.

O preço do barril de petróleo avançava ligeiramente, subindo +0,37% em Nova York para o barril de WTI para entrega em dezembro e +0,23% em Londres para o barril de Brent com entrega em janeiro.

Embora, neste momento, seja impossível saber quem entre Donald Trump e Joe Biden ocupará a Casa Branca nos próximos quatro anos, o presidente já reivindicou sua vitória e anunciou que apelará à Suprema Corte para contestar a contagem.

Em meio a tantas incertezas, o banco ING afirma que "uma das poucas coisas que até agora estão claras é que não teremos uma vitória esmagadora dos democratas, como sugeriam as pesquisas, e isso desestabilizou o mercado, que se posicionou para um resultado claro"

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