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Alta nos preços das commodities deve ser moderada, afirmam especialistas

26/05/2021 15h17

Paris, 26 Mai 2021 (AFP) - Os preços de commodities subiram desde o início do ano, graças à reativação das economias, principalmente a chinesa, mas iriam "se reajustar para baixo" no segundo semestre, afirmam especialistas no relatório da CyClope.

A 35ª edição deste relatório francês, referência no mercado de commodities, afirma que devido à pandemia da covid-19, "2020-2021 tem sido marcado pela pior crise econômica que o mundo sofreu desde a Segunda Guerra Mundial".

O economista Philippe Chalmin, um dos codiretores da empresa, acrescentou que este período "tem se caracterizado por uma queda acentuada dos preços na grande maioria dos mercados no primeiro semestre de 2020 e depois por uma recuperação mais significativa do que imaginávamos, e que continua até hoje".

O aumento do custo dos metais está ligado principalmente à "transição ambiental" de alguns países, explica Yves Jégourel, professor da Universidade de Bordeaux (sudoeste).

"Entre os preços mais baixos de março de 2020 e os mais altos (esperados) das últimas semanas de 2021, há um aumento de +125% no cobre e +145% no estanho", disse.

Uma certeza para os autores deste relatório é que "a China continuará a ser um fator determinante na evolução do mercado mundial em 2021, que continuará marcado por profunda instabilidade".

No entanto, "a visão da CyClope não se refere a um 'super ciclo'" para as commodities, como poderia ter acontecido entre 2007-2012, um "período de grande tensão" nos preços, acredita Philippe Chalmin.

Ao contrário dos metais, os produtos agrícolas foram "pouco afetados" pela covid-19, uma vez que os mercados de agricultura e alimentos começaram a se recuperar no final de 2020.

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