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Republicanos acusam política econômica de Biden por aumento da inflação nos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, durante discurso - Evelyn Hockstein/Reuters
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, durante discurso Imagem: Evelyn Hockstein/Reuters

26/10/2021 20h29

Washington, 26 Out 2021 (AFP) - Senadores republicanos dos Estados Unidos acusaram nesta terça-feira (26) o governo do presidente Joe Biden e sua política econômica de alimentar uma forte inflação de longo prazo.

Enquanto o Congresso discute dois gigantescos planos de investimentos, a oposição estima que o dinheiro já injetado pelo governo Biden na economia contribuiu para a alta dos preços.

"A inflação submerge o país (...) que está inundado de dinheiro", denunciou o chefe dos republicanos no Senado, Mitch McConnell, em coletiva de imprensa no Congresso, referindo-se ao programa de ajuda de 1,9 trilhão de dólares que os democratas votaram na primavera.

"A última coisa que precisamos fazer é adicionar um novo frenesi de impostos e gastos" à economia, acrescentou.

A maioria democrata está buscando um acordo sobre os planos de Biden antes que o presidente viaje para a reunião do G20 em Roma na quinta-feira e logo depois para a conferência internacional sobre o clima COP26, em Glasgow.

"Acho que a única coisa que preocupa o povo americano não é o que está acontecendo em Glasgow, mas o que está acontecendo com os preços da gasolina", acrescentou o senador John Thune.

"O melhor para este país seria que este projeto de lei jamais seja adotado", declarou o senador John Barrasso.

Os democratas tentam aprovar dois planos de oito a dez anos de duração, um com 1,2 trilhão de dólares em investimentos em infraestrutura e outro com cerca de 2 trilhões em iniciativas sociais e ambientais.

Esses valores, embora elevados, foram amplamente cortados para satisfazer todos os setores do Partido Democrata e um acordo poder ser alcançado esta semana.

Embora o presidente aposte nesses planos para reformar a economia a longo prazo, alguns economistas alertam para o risco de superaquecimento.

O governo, assim como o banco central, vê a inflação como temporária.

Após se manter moderada por dois meses, ela voltou a subir em setembro, 0,4% com relação a agosto, quando havia caído a 0,3%, de acordo com o índice de preços de consumo CPI, do Departamento de Trabalho.

Mais da metade desse aumento se deve a alimentação e moradia. Uma parte significativa também vem da energia, com preços que não param de subir.

Esse pico inflacionário é particularmente visível na medição de 12 meses, que marca um aumento de preços de 5,4%. Em agosto, o valor era de 5,3%.

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