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América Latina deve apostar na vacinação, na igualdade e no meio ambiente, afirmam presidentes

19/01/2022 19h22

Paris, 19 Jan 2022 (AFP) - Para fortalecer o crescimento econômico, a América Latina deve consolidar a vacinação, reduzir a desigualdade e apostar no meio ambiente, afirmaram os presidentes do Peru, Colômbia, Equador, Costa Rica e Guatemala em uma reunião virtual do Fórum de Davos nesta quarta-feira (19).

A vacinação é "o principal programa de reativação econômica", declarou o presidente do Equador, Guillermo Lasso, lembrando que 82% da população equatoriana está vacinada com duas doses.

A América Latina e o Caribe, a região mais desigual do planeta, foi duramente atingida pela covid-19: representa apenas 8% da população mundial, mas concentra cerca de 30% das mortes por coronavírus e a aceleração das campanhas de vacinação continua a ser um dos seus principais desafios.

O presidente da Costa Rica, Carlos Alvarado, aproveitou o encontro para criticar as desigualdades no acesso aos imunizantes, que, segundo ele, impactaram o crescimento econômico.

"Temos uma das populações com maior vontade de se vacinar, mas não tínhamos as vacinas em tempo hábil para fazê-lo mais rapidamente", insistiu, apelando a uma maior solidariedade entre os países.

Em 2020, quando foi declarada a emergência mundial de saúde, o PIB regional contraiu 7%, mais de três pontos percentuais acima da média mundial, segundo o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Além disso, a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) estimou nesta quarta-feira que a região terá um crescimento de 2,1% em 2022, bem abaixo dos 6,2% do ano passado, afetado por baixos investimentos e pressões inflacionárias.

- Lacunas sociais -Os líderes que participaram do encontro virtual também manifestaram preocupação com as desigualdades, que se agravaram durante a pandemia.

Devemos "continuar fechando as lacunas sociais" em 2022, disse o presidente colombiano, Iván Duque.

Seu colega peruano, o esquerdista Pedro Castillo, pediu o fortalecimento de setores "estratégicos" como saúde e educação, em um país cujas escolas estão fechadas há dois anos devido à pandemia.

"Queremos que o crescimento econômico atinja os menores", disse o presidente guatemalteco, Alejandro Giammattei. O presidente aposta em criar o que chamou de "muros da prosperidade" para reduzir a migração para os Estados Unidos, por meio de investimentos em emprego, segurança, saúde e educação.

O presidente guatemalteco, por sua vez, destacou a mudança climática, que afeta particularmente a região centro-americana, apesar de ser uma das que menos emite gases de efeito estufa.

Já o presidente costarriquenho lembrou que a proteção ambiental será fundamental para futuros investimentos e exortou os principais países emissores a cumprirem os acordos ambientais.

Junto com seu homólogo colombiano, pediu maior acesso ao mecanismo de financiamento e felicitou o governo equatoriano por expandir a zona marítima protegida das Ilhas Galápagos em 60.000 km².

A edição de 2022 do Fórum Econômico Mundial (WEF) foi adiada para o início do verão (boreal) devido à variante ômicron do coronavírus, mas seus organizadores lançaram uma "agenda Davos 2022", com reuniões online para identificar os principais desafios que o mundo enfrentará este ano.

sag/js/ap/am