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Com Europa dependente, EUA e UE buscam alternativas ao gás natural russo

EUA já alertaram que o Nord Stream 2, entre a Rússia e a Alemanha, não será ativado em caso de ataque à Ucrânia - Stefan Sauer/picture aliança via Getty Images
EUA já alertaram que o Nord Stream 2, entre a Rússia e a Alemanha, não será ativado em caso de ataque à Ucrânia Imagem: Stefan Sauer/picture aliança via Getty Images

Em Washington (EUA)

28/01/2022 13h48Atualizada em 28/01/2022 14h43

Estados Unidos e União Europeia afirmaram hoje que estão trabalhando para conseguir fontes alternativas de gás natural para a Europa, com as quais desejam enfrentar uma possível retaliação da Rússia, principal fornecedor de gás da região, contra sanções por uma eventual invasão na Ucrânia.

"Estados Unidos e UE trabalham em conjunto para garantir um fornecimento contínuo, suficiente e oportuno de gás à UE por meio de diferentes fontes no mundo para evitar perturbações no abastecimento", disse um comunicado conjunto do presidente americano Joe Biden e da chefe da União Europeia, Ursula von der Leyen.

Entre as perturbações esperadas ,"estão incluídas aquelas que poderiam resultar de uma eventual invasão russa à Ucrânia", explicaram.

"Estados Unidos já são o principal provedor de gás natural liquefeito para a UE. Colaboramos com os governos e operadores do mercado para conseguir o abastecimento de volumes adicionais de gás natural para a Europa a partir de diversas fontes ao redor do mundo", acrescentou o texto.

Os ocidentais acusam Moscou de preparar uma potencial ofensiva contra Ucrânia e ameaçam com sanções sem precedentes.

Washington afirmou especialmente que o gasoduto Nord Stream 2, entre Rússia e Alemanha, já concluído, mas que ainda não entrou em operação, não seria ativado em caso de ataque.

Mas americanos e europeus temem que o Kremlin, em possível represália, reduza drasticamente o fornecimento de hidrocarbonetos à Europa, vital para muitos países.

Na declaração, Biden e Von der Leyen disseram que também "compartilham o objetivo de garantir a segurança energética e a integração progressiva da Ucrânia aos mercados de gás e eletricidade da UE".

E destacam que os "desafios atuais" vinculados à ameaça de conflito na Europa destacam a necessidade de "acelerar" a transição para "energias limpas".

"Pedimos aos principais países produtores de energia que se unam a nós para garantir que os mercados energéticos mundiais permaneçam estáveis e bem abastecidos", concluíram