Wall Street fecha em alta impulsionada por setor de tecnologia

A Bolsa de Nova York fechou em alta nesta terça-feira (7), impulsionada pelo setor de tecnologia, mantendo sua subida da semana passada, que foi a melhor do ano para Wall Street.

O índice Dow Jones subiu 0,17%, o tecnológico Nasdaq, 0,90% e o S&P 500, 0,28%.

O setor de tecnologia liderou os ganhos, com destaque para a Microsoft, cujas ações atingiram uma nova máxima histórica no fechamento, de 360,53 dólares por título (+1,12%), mas também  para Amazon (+2,13%) e Apple (+1,45%).

Os semicondutores também subiram fortemente, impulsionadas pela Intel (+2,16%), após um artigo do The Wall Street Journal que informou que o gigante dos microprocessadores receberá bilhões de dólares graças à lei conhecida como "Chips Act".

Esta lei, adotada pelo governo de Joe Biden, destina 53 bilhões de dólares para fomentar a produção e a pesquisa no setor de microchips nos Estados Unidos.

O setor de energia caiu "severamente" devido à queda nos preços do petróleo, ressaltou Peter Cardillo, da Spartan Capital. 

O barril de WTI, referência nos EUA, atingiu o menor valor em três meses e ficou abaixo de 80 dólares por unidade, devido a sinais de enfraquecimento da demanda da China, o maior importador de petróleo do mundo.

No mercado de títulos, os rendimentos dos papéis de 10 anos voltaram a recuar, para 4,56%, "o que ajudou o mercado de ações", segundo Cardillo.

Os investidores também receberam declarações de funcionários do Federal Reserve (Fed, banco central americano).

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Uma diretora do Fed, Michelle Bowman, conhecida por suas opiniões mais favoráveis ao ajuste monetário, afirmou nesta terça que pode ser necessária uma nova alta das taxas de juros para combater a inflação, se a alta dos preços não desacelerar ainda mais nos próximos meses.

Outro membro do Fed, Lorie Logan, presidente da filial do banco central em Dallas, considerou que, dada a força da economia, "condições financeiras rigorosas" ainda serão necessárias para levar a inflação de volta à meta de 2%.

Na sessão, a empresa de espaços de trabalho compartilhados WeWork desapareceu das telas, após declarar falência na segunda-feira.

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© Agence France-Presse

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