Petróleo fecha em alta impulsionado por ataque huthi a petroleiro britânico

Os preços do petróleo se recuperaram ao término do pregão desta sexta-feira (26) e fecharam em alta, após o ataque a um petroleiro britânico reivindicado por rebeldes huthis iemenitas que reacendeu a ameaça no Oriente Médio de uma interrupção do abastecimento.

O preço do barril Brent do Mar do Norte, de referência na Europa e para entrega em março, subiu 1,35%, para 83,55 dólares, o preço mais alto desde o princípio de dezembro.

Já o West Texas Intermediate (WTI), negociado no mercado americano e para entrega no mesmo mês, subiu 0,84%, para 78,01 dólares.

A sessão começou com números negativos, com o WTI perdendo até 1,68%, mas a tendência se inverteu impulsionada pela notícia do ataque a um petroleiro britânico, reivindicado pelos huthis do Iêmen.

Rebeldes iemenitas disseram, em um comunicado, que dispararam mísseis contra o "Marlin Luanda", um petroleiro britânico com bandeira das Ilhas Marshall e com destino a Singapura.

Trata-se do primeiro petroleiro atacado pelos rebeldes iemenitas desde o início de uma série de ataques no Golfo de Áden.

"Fez com que os preços subissem", comentou Phil Flynn, do Price Futures Group. "Os riscos geopolíticos estão pesando. Os temores sobre a oferta estão impulsionando o mercado", acrescentou.

As petroleiras BP e Shell já deixaram, até segundo aviso, de utilizar o Mar Vermelho e o Canal de Suez para evitar a exposição a possíveis ataques huthis.

Para Daniel Ghali, da TD Securities, o ataque por si só não vai fazer os preços subirem muito mais.

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"São necessários elementos adicionais" para retirar de forma sustentável o petróleo da faixa de preço em que se encontra há dois meses.

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© Agence France-Presse

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