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Itália tem recorde de quedas em vagas de trabalho por causa da pandemia

Redução é reflexo da pandemia do novo coronavírus, que obrigou o governo a paralisar atividades não essenciais entre março e maio - Massimo Pinca
Redução é reflexo da pandemia do novo coronavírus, que obrigou o governo a paralisar atividades não essenciais entre março e maio Imagem: Massimo Pinca

12/03/2021 08h55Atualizada em 12/03/2021 08h55

ROMA, 12 MAR (ANSA) - Apesar do veto a demissões em vigor desde março do ano passado, a Itália registrou em 2020 um recorde de vagas de trabalho fechadas, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (12) pelo Instituto Nacional de Estatística (Istat).

De acordo com o Istat, o ano passado terminou com 456 mil ocupados a menos em relação a 2019, o que significa uma queda de 2%.

Essa redução é reflexo da pandemia do novo coronavírus, que obrigou o governo a paralisar atividades não essenciais entre março e maio, em âmbito nacional, e a partir de outubro, nas regiões com maior risco epidemiológico.

Até então, a Itália acumulava seis anos seguidos de crescimento no número de pessoas empregadas. Segundo o Istat, o país registrou 271 mil desempregados a menos em 2020, porém essa queda foi compensada pelo aumento de 567 mil nos inativos, ou seja, aqueles que não fazem parte da força de trabalho ou desistiram de buscar emprego.

O fechamento de vagas de trabalho na Itália no ano passado atingiu sobretudo trabalhadores temporários (-391 mil) e autônomos (-154 mil). Já as vagas com carteira assinada tiveram um aumento de 89 mil em 2020.

Com isso, a taxa de ocupação no ano passado ficou em 58,1%, queda de um ponto percentual em relação a 2019. Entre as mulheres, a redução no número de trabalhadoras empregadas foi de 249 mil, enquanto a queda foi de 207 mil entre os homens.

Segundo o Istat, o ano da pandemia provocou uma "ampliação dos abismos de gênero" na Itália. As demissões estão proibidas no país há um ano para todas as empresas que usufruíram de desonerações fiscais durante a pandemia e da chamada "caixa integração", quando o governo ajuda a pagar o salário de trabalhadores com contratos suspensos ou reduzidos.

No entanto, há exceções para o caso de falências ou fechamento das atividades.

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