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Cinco coisas que vão dar o que falar hoje

Lorcan Roche Kelly

(Bloomberg) - A depressão das bolsas asiáticas continua, o rublo caiu para (mais) um valor mínimo recorde e hoje é dia de decisão sobre taxas de juros no BCE. Eis alguns dos assuntos que vão dar o que falar nos mercados nesta manhã.

Queda das bolsas asiáticas

O Shanghai Composite Index recuou 3,2 por cento no encerramento de sessão, pois injeções líquidas pelo total de mais de 1 trilhão de yuan (US$ 152 bilhões) aplicadas desde meados de janeiro pelo Banco Popular da China não conseguiram aliviar os temores com a desaceleração econômica do país. Em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 1,8 por cento e diminuiu a razão entre preços e valores patrimoniais para menos de um ponto pela primeira vez desde 1998. O MSCI Emerging Markets Index caiu 0,7 por cento na queda forte e ampla.

Problemas na Rússia

O rublo russo caiu e atingiu um novo valor mínimo recorde hoje, quando foi cotado brevemente por cima de 85 por dólar. O banco central da Rússia disse ontem que não iria intervir, a menos que as oscilações do rublo ameacem a estabilidade financeira. Para piorar os problemas de Moscou, um juiz no Reino Unido decretou nesta manhã que o ex-espião russo Alexander Litvinenko foi assassinado por dois agentes do governo há uma década por ordens que "provavelmente" foram aprovadas pelo presidente Vladimir Putin.

Decisão do BCE

Nenhum economista em uma pesquisa feita pela Bloomberg prevê uma mudança nas taxas de juros na reunião sobre política monetária do Banco Central Europeu hoje. A maioria não projeta que o banco central flexibilize antes da reunião de março, quando o BCE publicará previsões econômicas atualizadas. Embora a QE de Mario Draghi venha perdendo até agora a batalha pela inflação por causa da queda contínua do petróleo, membros do Conselho do BCE disseram ontem que as políticas de estímulo estão funcionando.

Poço sem fundo

Os principais investidores dizem que o S&P 500 continuará caindo. Jeffrey Gundlach, um dos fundadores da DoubleLine Capital, projetou "um declínio prolongado". Scott Minerd, diretor de investimentos da Guggenheim Partners, e Jeffrey Rottinghaus, da T Rowe Price Group, preveem outra queda de 10 por cento no índice. No entanto, os vendedores a descoberto vêm fazendo uma fortuna, e 2015 foi o ano mais rentável da história para eles segundo uma medição. Quem procura um desempenho melhor provavelmente se daria bem investindo em climas mais quentes.

Davos

A 46° reunião anual do Fórum Econômico Mundial continua em Davos, na Suíça, e por enquanto só se fala em Donald Trump, na queda do petróleo e nos riscos para a segurança. A cobertura completa do fórum continua na Bloomberg TV e na internet.

 

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