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Cinco coisas que vão dar o que falar hoje

Lorcan Roche Kelly

(Bloomberg) - As ações internacionais estão em queda novamente, o petróleo está caindo e a taxa de juros da Suécia ficou ainda mais negativa. Eis alguns dos assuntos que vão dar o que falar nos mercados hoje.

Queda das ações internacionais

Hoje é um dia duro para as ações. Os mercados em Hong Kong abriram pela primeira vez nesta semana e tiveram o pior começo de ano-novo lunar desde 1994, com uma queda de 3,9 por cento. O MSCI Asia Pacific excluding Japan Index perdeu 2,2 por cento. O Europe Stoxx 600 chegou a cair 4 por cento, mas reduziu parte dessas perdas e operava 2,8 por cento mais baixo às 10h47, horário de Londres. As ações do Reino Unido atingiram o valor mais baixo em quatro anos, lideradas pelas ações dos bancos. Os futuros do Standard Poor's 500 Index perderam 1,8 por cento.

Yields de bonds caem para mínimas recorde

Os bonds governamentais do Reino Unido com vencimento em 10 anos subiram e o yield do gilt caiu para a mínima recorde de 1,306 por cento. Na Alemanha, o yield a dois anos caiu para apenas -0,545 por cento e o yield a cinco anos para -0,341 por cento, ambos recordes, e o HSBC Holdings reduziu a previsão para o yield do bund com vencimento em 10 anos para 0,05 por cento. Por outro lado, o yield do bond português com vencimento em 10 anos deu um salto de 40 pontos-base, para 4,08 por cento, em um momento em que o primeiro-ministro socialista, António Costa, enfrenta demandas da UE para dar continuidade à disciplina fiscal.

Petróleo cai novamente

O petróleo está sendo negociado perto do valor mais baixo dos últimos 12 anos e o West Texas Intermediate caiu mais de 16 por cento nas últimas cinco sessões. O WTI para entrega em março estava a US$ 26,42 por barril, US$ 1,01 mais barato, às 11h09, horário de Londres. A queda dos preços do petróleo diminuiu o valor das reservas de países e empresas que produzem energia em dezenas de trilhões de dólares.

Suécia reduz juros

Em seu discurso no Congresso dos EUA ontem, a presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, disse que não sabia se tinha autoridade legal para reduzir os juros a ponto de entrar em território negativo. Essa dúvida não existe na Suécia e o Riksbank surpreendeu os analistas ao cortar sua principal compromissada de -0,35 por cento para -0,5 por cento nesta manhã. A moeda sueca se desvalorizou em relação ao euro imediatamente depois do corte, mas tinha recuperado a maior parte das perdas e operava com uma baixa de 0,3 por cento às 11h30, horário de Londres.

Ouro em alta

O lingote para entrega imediata subiu 2,9 por cento, para US$ 1.226,36 por onça às 11h30, horário de Londres. Com um avanço de US$ 163 por onça do ouro desde o início de 2016, as ações das mineradoras de ouro são o único ponto positivo nas ações europeias nesta manhã. A Randgold Resources e a Fresnillo subiram mais de 4,5 por cento.

 

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