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Cinco assuntos que vão dar o que falar hoje

Lorcan Roche Kelly

(Bloomberg) -- O iene está em alta e as bolsas estão recuando. Estes são alguns dos assuntos que vão dar o que falar nos mercados hoje.

Alta do iene

O iene aumentou para 108,20 por dólar às 10h38, horário de Londres, e atingiu a cotação mais alta desde antes de o presidente do Banco do Japão, Haruhiko Kuroda, anunciar uma expansão surpresa de seu programa de flexibilização quantitativa (QE, na sigla em inglês) em outubro de 2014. Tohru Sasaki, do JPMorgan Chase, ex-diretor do Banco do Japão que previu o rali da moeda, diz que o governo se mostrará relutante em intervir para frear a alta do iene porque uma medida semelhante provavelmente seria inútil. Enquanto isso, aumenta a preocupação de que o Banco do Japão já possa estar atingindo os limites técnicos do QE porque os bonds de governos que o banco pode comprar estão acabando.

Bolsas em queda

O índice MSCI Asia Pacific subiu 0,9 por cento e atingiu 125,72 pontos ontem à noite porque as bolsas na Ásia se recuperaram, com o Shanghai Composite driblando a tendência e fechando com uma queda de 1,4 por cento. Na Europa, o índice Stoxx 600 cedeu ganhos obtidos no começo do pregão e recuava 0,5 por cento às 10h40, horário de Londres, com os bancos encabeçando as perdas. Os futuros do S&P 500 caíram 0,5 por cento.

Menos probabilidades de aumento de taxas do Fed

A ata do Federal Reserve de ontem confirmou uma perspectiva cautelosa para as taxas de juros nos EUA e agora as preocupações com o crescimento global são vistas como uma barreira para o próximo aumento. As probabilidades implícitas no mercado de que o Fed aumente as taxas na reunião de junho agora são de menos de 20 por cento, enquanto que as chances de que ocorra um aumento nas taxas de juros em 2016 mal ultrapassam 50 por cento. O índice Dollar Spot retrocedia 0,2 por cento, para 94,353 pontos, às 11h05, horário de Londres.

Possibilidade de outro aumento de estímulo do BCE

As autoridades do Banco Central Europeu destacaram sua disposição para flexibilizar ainda mais a política monetária. O presidente Mario Draghi escreveu no prefácio do relatório anual do banco hoje que eles não "vão se render" ao crescimento excessivamente baixo dos preços. O economista-chefe Peter Praet, em discurso em uma conferência em Frankfurt, disse que mais estímulo seria fornecido se fosse necessário. O euro caiu 0,2 por cento frente ao dólar após os comentários de Praet. Em outras notícias sobre bancos centrais, o Banco Popular da China informou nesta manhã que as reservas de moeda estrangeira do país aumentaram inesperadamente pela primeira vez em cinco meses, com uma alta de US$ 10,3 bilhões para US$ 3,21 trilhões em março.

Queda de petróleo, metais industriais

Os futuros do petróleo caíam 0,5 por cento, para US$ 37,57 por barril, às 11h05, horário de Londres, revertendo ganhos anteriores de até 1,5 por cento após subirem 5,2 por cento ontem. O cobre caiu para o nível mais baixo em mais de um mês, chegando a recuar 1,3 por cento na Bolsa de Metais de Londres. O zinco, o chumbo e o níquel também caíram. O ouro subiu.

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