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Cinco assuntos que vão dar o que falar hoje

Lorcan Roche Kelly

(Bloomberg) -- Cingapura surpreende, a AIE projeta que o excesso de oferta diminuirá e é a vez do Banco da Inglaterra. Esses são alguns dos assuntos que vão dar o que falar nos mercados hoje.

Surpresa de Cingapura

A Autoridade Monetária de Cingapura flexibilizou inesperadamente sua política monetária ontem à noite. A instituição passou para uma meta de zero por cento de apreciação da taxa de câmbio, uma política adotada pela última vez durante a crise financeira de 2008. A inesperada medida do banco, que é um dos poucos bancos centrais de importância do mundo que mira a taxa de câmbio em vez de uma taxa de inflação, provocou uma queda de 1,2 por cento no dólar local e arrastou moedas de toda a região. O ringgit da Malásia caiu pela primeira vez em sete dias e o índice MSCI Emerging Markets Currency caiu 0,3 por cento.

Bolsas ambíguas, títulos em queda

Os mercados acionários da Ásia subiram ontem à noite e as bolsas europeias estão estagnadas nesta manhã. O índice MSCI Asia Pacific avançou 1,6 por cento após a inesperada medida tomada por Cingapura e uma cotação do iene superior a 109 por dólar ajudou a aumentar em 2,9 por cento o índice Topix do Japão. O Europe Stoxx 600 praticamente não apresentava alterações às 10h35, horário de Londres, após chegar a cair 0,4 por cento. Os futuros do S&P 500 também se mantinham aproximadamente inalterados. Os títulos soberanos da Europa caíram depois que a taxa de inflação para março foi revisada e aumentada inesperadamente para zero por cento. Apesar disso e do impasse político que está frustrando as negociações para formar um governo, a Irlanda vendeu nesta manhã títulos com vencimento em dez anos e um yield mínimo recorde de 0,817 por cento. Núcleo da inflação dos EUA sobe 2,2 por cento em março na comparação anual. Economistas consultados pela Bloomberg previam um aumento de 2,3 por cento.

AIE projeta fim do excesso de petróleo

A Agência Internacional de Energia disse que os mercados globais de petróleo "chegarão perto de um equilíbrio" já no segundo semestre deste ano porque a produção de fora da OPEP, em particular o petróleo de xisto dos EUA, está caindo enquanto os preços se mantêm baixos. Contudo, a agência prevê poucas consequências para a oferta se os países-membros da OPEP e a Rússia fecharem um acordo de congelamento da produção na reunião do dia 17 de abril em Doha. Os futuros do petróleo, que chegaram a cair 2,2 por cento, retrocediam 0,3 por cento, para US$ 41,63 por barril em Nova York, às 10h55, horário de Londres.

Banco da Inglaterra

O Banco da Inglaterra mantém juro básico em 0,50% e programa de compra de ativos em 375 bilhões de libras. Pesquisas mostram que as intenções de voto no referendo do 'Brexit' estão divididas, o que torna provável que o risco continue sendo um peso para a libra esterlina nos próximos meses.

Lucros de Wall Street

A temporada de balanços dos bancos americanos continua com Bank of America e Wells Fargo. Ontem, o JPMorgan superou as estimativas com seus resultados do primeiro trimestre. O JPMorgan e o BofA estavam entre os cinco bancos americanos que não conseguiram convencer os reguladores de que poderiam ir à falência sem perturbar o mercado financeiro mais amplo e os reguladores dos EUA estão investigando como os detalhes sobre essa estimativa chegaram à mídia.

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