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Startup francesa não é banco mas tem acesso a contas bancárias

Marie Mawad e Fabio Benedetti-Valentini

(Bloomberg) -- A startup francesa Linxo está demonstrando que não é necessário ter licença bancária para conquistar quase 1 milhão de clientes -- e conseguir acesso às contas bancárias deles.

O aplicativo da empresa agrupa informações como transações e saldos de diversas contas em uma única tela para ajudar as pessoas a gerenciarem seus orçamentos. A empresa somou 900.000 usuários na França e estuda expandir-se para o Reino Unido, a Alemanha e a Espanha, disse o cofundador Bruno Van Haetsdaele. A Linxo captou 2 milhões de euros (US$ 2,3 milhões) em dezembro e poderá tentar uma rodada "muito maior" ainda neste ano, disse ele.

"Até o momento ficamos fora do campo de visão dos órgãos reguladores porque não movimentamos dinheiro", disse Van Haetsdaele em entrevista em Paris. "Estamos à disposição para ajudar os usuários a gerenciar seus orçamentos com apenas alguns cliques. Não precisamos de licença bancária".

No fim de 2015, a UE estabeleceu novas regras para os pagamentos, afirmando que gerariam inovação financeira e aumentariam a proteção do consumidor em áreas como agregação de contas bancárias. A França e outros países europeus têm até o começo de 2018 para adotar as diretrizes da UE, segundo as quais operadoras como a Linxo serão auditadas com base em critérios como os padrões de segurança.

No Reino Unido, o ministro das finanças George Osborne, quer transformar a Grã-Bretanha no "centro global da tecnologia financeira". O governo vem incentivando os novos participantes, em parte simplificando e acelerando o processo de candidatura para que se transformem em um banco.

A Linxo integra contas bancárias, oferece serviços extras, como projeções de gasto, e também está testando a integração com o PayPal e o monitoramento de investimentos em ações.

"Nossa visão de longo prazo é capturar as pessoas financiando seus projetos, do planejamento orçamentário à aposentadoria", disse Van Haetsdaele.

Embora a Linxo por enquanto não venda produtos bancários, o aplicativo provavelmente entrará no ramo de distribuição no futuro e, além disso, incluirá serviços como o de transferência de dinheiro de uma conta a outra, disse Van Haetsdaele.

Criada seis anos atrás em Aix-en-Provence, no sul da França, a empresa tem como acionistas minoritários Crédit Agricole e Crédit Mutuel Arkéa.

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