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Com ou sem Brexit, Deutsche Bank prefere ações britânicas

Isobel Finkel e Alastair Marsh

(Bloomberg) -- Uma economia é o motor da UE, a outra pode estar bastante perto de votar pela saída do bloco. A diferença entre as percepções de risco nos dois países nunca foi tão aguda em quatro anos.

Ainda assim, para o maior banco da Alemanha, mesmo que o Reino Unido pule para o desconhecido decidindo abandonar a União Europeia, na quinta-feira, as ações britânicas terão um desempenho superior ao das alemãs.

O raciocínio do Deutsche Bank se baseia em fatores que não podem ser influenciados pelo resultado do referendo: embora as ações alemãs tenham se saído melhor do que seus pares europeus na última década, os fatores por trás do forte crescimento dos lucros estão diminuindo porque as ações das empresas automotivas, responsáveis por uma parcela relativamente grande do peso do índice DAX, atingiram o pico, e as empresas dependentes de energia, que não são tão abundantes, estão se recuperando.

Contudo, até mesmo a votação pela "saída" pode ser favorável para as ações britânicas. Devido à alta posse internacional, a fragilidade da libra que a decisão desencadeará seria positiva para os investidores que estão comprando uma participação no FTSE, dizem os analistas do Deutsche em sua nota:

"Entre as ações da Europa, nós preferimos o Reino Unido à Alemanha -- independentemente do resultado do referendo sobre a Brexit", dizem eles. "O Reino Unido se tornou uma aposta mais defensiva e deverá ter um desempenho superior daqui para frente".

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