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Brexit não representa grande coisa para ações dos EUA

Oliver Renick

(Bloomberg) -- Elas não sobem. Mas também não estão em baixa.

Isso é o que está acontecendo com as ações dos EUA que, três meses após uma correção de 10% e atoladas no declínio mais longo de sete anos de "bull market", acabaram de se livrar de outro choque mundial e voltaram a subir para o patamar anterior.

A queda forte de 5,3% dos dias 24 e 27 de junho se tornou insignificante depois que US$ 1 trilhão em valor de mercado foram eliminados e recuperados em oito dias.

A volatilidade nunca influenciou os estrategistas de ações de Wall Street, que apoiaram previsões de que as ações atingirão recordes em 2016.

Embora a separação do Reino Unido entre na lista crescente de males para os investidores, que inclui a queda dos lucros, o aumento das valorizações e a corrida presidencial dos EUA, os acontecimentos das últimas duas semanas mostram o quanto é difícil acertar em cheio as ações quando o crescimento econômico é muito rápido para sinalizar uma recessão e muito lento para estimular o Federal Reserve.

"A única razão pela qual se pode ver fraqueza em um mercado em um acontecimento é quando ele tem o potencial de causar uma recessão, e não há dados que respaldem isso", disse Tony Dwyer, um dos diretores de pesquisa sobre ações dos EUA da Canaccord Genuity em Nova York, por telefone. "Temos o mesmo panorama que tínhamos no início e é por isso que estou otimista".

As probabilidades de uma recessão nos EUA não se modificaram desde o referendo do Brexit e seguiram as projeções dos economistas. O PIB dos EUA crescerá 1,8% neste ano, de acordo com a mediana das estimativas de uma pesquisa da Bloomberg até 1º de julho - o mesmo que antes do referendo.

Nas entrelinhas da alta de quatro dias, que fez com que o S&P 500 se recuperasse drasticamente e voltasse à forma de antes do Brexit, há um dado estatístico que alimenta os otimistas que afirmam que a recuperação rápida é um sinal do que vem pela frente. De todas as negociações realizadas na Bolsa de Nova York na terça-feira e na quarta-feira, 90% levaram a preços mais altos.

Brexit

As razões para descartar a agitação política na Europa são as mesmas entre os estrategistas. Eles citam receitas corporativas dos EUA que estão bastante isoladas de uma desaceleração da atividade econômica europeia, um cronograma para a separação oficial do Reino Unido, que provavelmente será árduo, e o crescimento contínuo da economia americana.

Seja qual for a razão, 19 estrategistas de algumas das maiores instituições de estratégia financeira de Wall Street concordam em um ponto - o Brexit, apesar de todo o alarde, não representa grande coisa para as ações.

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