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Na era dos drones, pilotos correm para conseguir licença nos EUA

Alan Levin

(Bloomberg) -- Milhares de aspirantes a piloto de drones estão correndo para conseguir licenças sob as novas regulamentações dos EUA, que iniciaram uma corrida aérea.

Mais de 3.300 se inscreveram para realizar o teste na segunda-feira, no primeiro dia em que ele está disponível, e a Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA, na sigla em inglês) estima que o número de operadores de drones prestadores de serviço poderá superar o total de 171.000 pilotos privados do país dentro um ano.

"O céu está se abrindo no fim de agosto para uma série de oportunidades", disse Randy Yates, de Omaha, Nebraska, nos EUA, que planeja realizar o exame da FAA nesta semana para que sua empresa, a National Property Inspections, possa usar os aparelhos para visualizar telhados e outros locais de difícil acesso. "Será um mundo totalmente novo".

As primeiras regulações importantes que regem as operações de drones civis nos EUA entram em vigor nesta segunda-feira e permitem que qualquer pessoa com 16 anos ou mais pilote como prestador de serviço depois de ser aprovado em um teste de conhecimento escrito e em uma verificação de antecedentes. Eles só podem controlar drones durante o dia, sem perdê-los de vista, e a um máximo de 122 metros do chão.

Normas

As regras substituem os padrões criados para essa finalidade e um sistema de isenções que, segundo o setor, prejudicaram seu crescimento. As regras não se aplicam aos que usam drones como hobby, que podem pilotá-los sem licença.

"Vamos ver muitas coisas começarem a se desenvolver", disse Brendan Schulman, vice-presidente de políticas e assuntos jurídicos da chinesa SZ DJI Technology, maior fabricante mundial de drones civis.

O apelo é claro. Os drones podem ser usados por fazendeiros para monitorar campos, por empresas de telecomunicações para inspecionar torres de telefonia celular e por empresas de mídia para gravar eventos -- muitas vezes com maior facilidade e custo mais baixo do que usando helicópteros ou aeronaves. Em uma audiência no Congresso, em 24 de agosto, representantes do setor previram que empresas de segurança, da construção, agrícolas e de energia elétrica, que vêm estudando cautelosamente aplicações para aeronaves não tripuladas, agora iniciariam esse tipo de operação. As regulações também abrem as portas para que mais operadoras de pequeno porte e empresas de serviços operem drones como prestadoras de serviço, disseram eles.

Até então, a FAA exigia que os operadores de drones comerciais tivessem uma licença tradicional de piloto, algo que leva meses para conseguir e custa milhares de dólares. Agora, eles precisam simplesmente serem aprovados em um teste que custa US$ 150, embora alguns estejam optando por pagar mais do que isso investindo em cursos.

Pelo menos algumas pessoas no setor de drones também estão demonstrando temor de que o governo não seja capaz de atender a demanda ou que essa onda de novos usuários possa não ter as habilidades necessárias para operar drones de forma segura segundo as novas regras. Diferentemente de todas as outras certificações de piloto emitidas pela FAA, a agência escolheu não exigir que os operadores de drones demonstrem suas habilidades de voo.

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