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Bônus de bancos europeus caem US$ 2,5 bi com queda de ações

Stephen Morris

(Bloomberg) -- Os executivos de investment banking das maiores corretoras de valores da Europa estão assistindo ao desaparecimento de seus bônus.

Uma crise nas ações financeiras neste ano eliminou mais de US$ 2,5 bilhões do valor das ações diferidas que foram pagas como bônus nos últimos anos no Barclays, Credit Suisse, Deutsche Bank e UBS, mostram dados compilados pela Bloomberg. Os prêmios para os funcionários do Credit Suisse diminuíram mais de 1,2 bilhão de francos suíços (US$ 1,2 bilhão) devido à queda de 42 por cento das ações neste ano, quando o Brexit aumentou a pressão que as ações dos bancos europeus já enfrentavam devido a dispendiosas iniciativas de reestruturação.

Os bônus caíram nos maiores bancos de Wall Street porque a receita de atividades que eram lucrativas encolheu e uma grande parte de bônus de fim de ano para os funcionários de melhor desempenho foi concedida em ações restritas. Os mais afetados foram os funcionários dos bancos europeus, cuja queda acentuada do preço das ações reflete os desafios econômicos da região e -- em alguns casos -- as dificuldades dos bancos para restabelecer modelos de negócios rentáveis.

"Se o banco está sofrendo, o sistema funcionará para que os indivíduos fiquem alinhados aos interesses de longo prazo do banco, então eles vão sofrer junto", disse Jon Terry, sócio e especialista em remuneração da PricewaterhouseCoopers. "Essa é uma consequência completamente intencional das novas regulamentações".

Gratificação diferida

Os bancos já vinham reduzindo a remuneração antes do Brexit, atingidos por bilhões de dólares em multas por má administração. A decisão do Reino Unido, em referendo em junho, de sair da União Europeia aumentou o fardo e contribuiu para um declínio de 23 por cento no Bloomberg Europe Banks & Financial Services Index no ano até agora, a caminho do pior desempenho anual desde 2011.

As estimativas de declínios de outros bancos se basearam nos prêmios concedidos em ações em circulação no fim de 2015, porque essas instituições forneceram menos informações sobre as ações concedidas e adquiridas neste ano. O valor do total do Deutsche Bank diminuiu 528 milhões euros (US$ 590 milhões) porque suas ações despencaram 43 por cento em 2016, chegando a um piso recorde neste mês.

O valor da gratificação diferida do UBS caiu mais de US$ 500 milhões e o montante que inclui as ações já adquiridas superou US$ 800 milhões. As ações do chamado plano de valor de ação do Barclays perderam 200 milhões de libras (US$ 262 milhões) porque as ações negociadas em bolsa do banco caíram 23 por cento neste ano. Representantes dos quatro bancos não quiseram informar os valores exatos nem comentar as quedas dos valores.

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