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Google e Facebook buscam novo tipo de headset de RV

Joshua Brustein

(Bloomberg) -- Por enquanto, o panorama da realidade virtual se divide entre dois tipos de headsets: os aparelhos caros e de ponta, como o Oculus Rift, que exigem computadores e câmeras externas, e os baratos, como Cardboard e Daydream, ambos do Google, que usam smartphones como telas, sacrificando a qualidade para produzir um produto de massa. Nesta semana, Facebook e Google deixaram claro que estão tentando encontrar um meio-termo.

Em uma conferência para desenvolvedores, o presidente do Facebook, Mark Zuckerberg, revelou que a Oculus está criando um headset que não exigirá que os usuários estejam conectados a um computador.

Ele exibiu um vídeo curto de um protótipo sem fio que parece conter os processadores em um compartimento que fica atrás da cabeça do usuário.

Como muito do que está acontecendo no mundo da realidade virtual, a apresentação era mais a promessa de um futuro glorioso do que um retrato de algo tangível no presente. "Não quero que vocês já fiquem entusiasmados", disse Zuckerberg. "Temos uma demonstração, mas não temos um produto."

Do ponto de vista técnico, um dos grandes desafios para criar um aparelho assim é inventar um modo de monitorar os movimentos de uma pessoa sem uma câmera separada.

O chamado monitoramento de posição possibilita que um mundo virtual seja mais receptivo às ações físicas realizadas pelo usuário do headset de RV. Essa é uma das principais diferenças entre os aparelhos do estilo do Oculus e dos que se parecem com o Cardboard.

Com o Oculus, uma câmera integrada a um computador acompanha o movimento de sensores colocados no headset, uma técnica conhecida como monitoramento de posição "de fora para dentro".

Ter sensores no aparelho em si é chamado de monitoramento "de dentro para fora". Zuckerberg disse que os engenheiros da Oculus estão trabalhando arduamente nessa técnica. Ela também é o foco do Project Tango, um empreendimento do Google, que pertence à Alphabet, com o apoio da equipe de realidade virtual.

Neste momento, o Tango existe de forma independente do Daydream, mas um aparelho que incorpore ambas as ideias poderia resultar em uma experiência de realidade virtual de ponta proporcionada por um smartphone.

"Todos estão dando muita importância a quando o monitoramento de posição de dentro para fora será resolvido. Aqui temos uma equipe que vem fazendo isso há um tempo", disse Clay Bavor, vice-presidente de realidade virtual do Google. "Tango é parte de minha equipe, então estamos no mesmo edifício. Você pode interpretar isso de diversas formas."

Quando consultado se tinha um cronograma para um aparelho que combina as plataformas de realidade virtual baseadas em smartphone do Google e o monitoramento de posição do Project Tango, Bavor sorriu timidamente e disse que sim. "Uma coisa é ter a capacidade técnica para fazer algo. Outra coisa é inserir isso em um produto que as pessoas vão amar", disse ele.

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