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Wal-Mart recorre a site de comércio para recomeçar na China

Bloomberg News

(Bloomberg) -- A Wal-Mart reinicializou sua estratégia para a China de forma dramática.

O maior varejista do mundo realizará uma campanha ambiciosa para entrar no comércio eletrônico da China e quer entregar bens de suas lojas no mundo inteiro a consumidores chineses em questão de horas. Compradores de seletas aldeias remotas até chegaram a ver seus produtos da Wal-Mart sendo entregues por drones como parte de um projeto-piloto de sua sócia chinesa, a JD.com.

Após tentativas malsucedidas de aumentar a escala da própria rede de comércio eletrônico, a Wal-Mart lançou nessa semana várias novas iniciativas por meio de uma associação com a JD.com - o segundo maior site de comércio eletrônico da China, com quase 200 milhões de usuários ativos.

A Wal-Mart disse que agora, com essa parceria, conseguirá entregar seus produtos, que abrangem de vitaminas americanas até creme de mão do Japão, para mais de 90% dos 1,4 bilhão de consumidores chineses.

"Não existe outro país no mundo que represente o tipo de oportunidade de crescimento no varejo que a China representa, considerando a taxa de crescimento do próprio mercado e a demanda do consumidor daqui", disse o CEO Doug McMillon, 50, em entrevista de Pequim. "Vemos oportunidades de fazer parcerias para fornecer bens a nossos clientes, aproveitar a nossa rede de suprimento e as capacidades digitais deles".

Grande aposta

Para chegar até os clientes, a Wal-Mart conta com a JD.com e sua extensa rede de logística e entrega. O fundador e CEO da JD.com, Richard Liu, disse que a companhia quer construir infraestrutura de entrega totalmente automatizada, com depósitos e centros de distribuição automatizados, carros de entrega sem motorista e drones.

A Wal-Mart opera 420 lojas e mercados para membros do Sam's Club no país. Suas vendas on-line globais são de quase US$ 14 bilhões, ou 3 por cento da receita mundial, segundo a Bloomberg Intelligence.

Cerca de 20% das vendas de varejo na China são on-line, segundo Ben Hassing, vice-presidente sênior de comércio eletrônico na China. A Wal-Mart, que registrou US$ 482 bilhões em vendas anuais, não divulga separadamente a receita obtida na China.

Uma das iniciativas é a entrega garantida em até duas horas, a princípio para clientes que morem a poucos quilômetros de 20 lojas da Wal-Mart. A varejista americana também terá um depósito da JD.com com produtos importados de suas lojas no mundo inteiro para tirar proveito da preferência dos consumidores chineses por bens do exterior.

Isso significa que pela primeira vez produtos como cranberry desidratada dos EUA, creme dental japonês e máscaras para rosto coreanas estarão disponíveis para os consumidores chineses. A empresa planeja oferecer dezenas de milhares de itens que importa do mundo inteiro aos consumidores chineses daqui a 18 meses, disse Hassing.

"O que estamos vendo é que os clientes querem tudo: eles querem economizar tempo e dinheiro, querem ter acesso às mercadorias que eles estão procurando e às vezes querem ser surpreendidos por um novo item", disse ele.

"Eles querem fazer isso em lojas. Eles querem fazer isso em um dispositivo móvel. Um dia eles vão querer fazer isso com uma experiência de realidade virtual. Eles conseguirão tudo isso", disse McMillon, da Wal-Mart.

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