Codelco planeja cortar prêmio sobre vendas para China, dizem fontes

Bloomberg News

(Bloomberg) -- A Codelco, maior produtora de cobre do mundo, planeja reduzir o prêmio sobre as vendas para a China em 27 por cento, para o nível mais baixo em mais de uma década, em uma tentativa de estimular as exportações para o maior país consumidor em meio à desaceleração da demanda.

A mineradora chilena está oferecendo a tonelada a US$ 72 em 2017, contra US$ 98 neste ano, segundo pessoas com conhecimento do assunto, que pediram para não serem identificadas porque as negociações são privadas. Esta é a maior redução desde 2009 e o prêmio mais baixo pago desde 2003, segundo a consultoria CRU Group. A sobretaxa inclui custos como o de transporte e é adicionada aos preços para entrega imediata na Bolsa de Metais de Londres.

"A oferta é um pouco mais baixa do que o mercado havia esperado", disse Lu Jialong, analista da SMM Information & Technology, por telefone, de Xangai. "Isso mostra que a Codelco está ciente da demanda lenta do país."

O apetite da China pelo cobre está perdendo força no momento em que a segunda maior economia do mundo passa do modelo de crescimento impulsionado pelos investimentos para um crescimento impulsionado pelo consumo. O governo estima que a demanda crescerá 3,3 por cento ao ano até 2020, contra 8,9 por cento no período 2011-2015. A Codelco já reduziu seu prêmio para as exportações à Europa no ano que vem em 11 por cento, para o menor patamar em sete anos, de US$ 82 a tonelada.

A companhia busca vender mais volume sobre uma base contratual porque é improvável que o prêmio da venda à vista para a China para o ano que vem supere o nível deste ano, disse Lu. A cobrança à vista de referência em Yangshan foi de em média US$ 62 a tonelada em 2016, segundo dados da SMM.

A Codelco normalmente anuncia seu prêmio anual para as exportações para a Ásia durante a Semana do Cobre da Ásia, uma reunião anual do setor realizada em Xangai, que começa nesta semana. Ninguém atendeu os telefonemas na sede da Codelco, em Santiago, fora do horário comercial, para comentar.

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