Comerciantes dos EUA esperam que americanos relaxem e comprem

Lindsey Rupp e Sarah Very

(Bloomberg) -- Agora que a terça-feira das eleições dos EUA já passou, os comerciantes contam com que os americanos voltem as atenções para a sexta-feira de descontos conhecida como Black Friday.

A Federação Nacional de Varejo (NRF, na sigla em inglês) projeta que cerca de 137,4 milhões de consumidores farão compras em lojas ou pela internet no fim de semana de quatro dias que começa no Dia de Ação de Graças, que marca o começo da temporada de compras de fim de ano. O montante gasto pelos americanos diminuiu nos últimos três anos, um recuo de 26 por cento desde 2013, para uma média de US$ 299,60 por pessoa no ano passado, segundo a associação do setor.

A maioria projeta que esta temporada de fim de ano beneficie o comércio. O desemprego, os preços da gasolina e a inflação estão baixos, ao passo que os salários, o valor dos imóveis e o mercado acionário continuam subindo. Os compradores têm os meios necessários para gastar, e agora os comerciantes esperam que a temporada de fim de ano seja um bom motivo para isso.

Empresas como Kohl's, Gap e Barnes & Noble afirmaram que a eleição presidencial dos EUA foi uma das principais causas da relutância dos consumidores em meter a mão no bolso recentemente. Com o resultado definido, elas esperam que os dólares finalmente fluam.

"Nós achamos que houve certa demanda reprimida -- com base apenas na condição econômica de nosso consumidor", disse o CEO da J.C. Penney, Marvin Ellison, em entrevista neste mês. "Projetamos que a demanda reprimida será liberada, e o fato de a eleição ter acabado só vai ajudar."

Projeta-se que o gasto no varejo nos EUA crescerá 3,6 por cento, para US$ 655,8 bilhões em novembro e dezembro, estima a NRF, que tem sede em Washington. Os comerciantes aproveitarão ao máximo o período do feriado de Ação de Graças, agora conhecido por alguns como Black Week, que representa cerca de 15 por cento dos gastos da temporada de fim de ano, segundo a associação do setor.

Investidores estão confiantes em que o comércio terá vendas fortes. O Standard & Poor's 500 Retail Index subiu 4,9 por cento em novembro até agora e caminha para registrar o melhor retorno mensal desde julho. As ações de varejistas superam o mercado geral desde a eleição presidencial dos EUA, com uma alta de 4,7 por cento no índice desde 8 de novembro, em comparação com o rali de 3 por cento para o S&P 500 mais amplo. Estudos históricos indicam que as eleições afetam o momento em que são realizadas as vendas no varejo, em vez do volume total, disse Jerry Storch, CEO da Hudson's Bay, dona da Saks Fifth Avenue.

Independentemente do momento da compra, os compradores procurarão pechinchas. Embora uma pesquisa com cerca de 1.000 consumidores americanos feita pela AlixPartners tenha indicado que 83 por cento dos compradores projetam gastar mais ou menos o mesmo ou mais nesta temporada de fim de ano, comparar preços nunca foi tão simples quanto com os telefones celulares.

"Gostamos de dar uma olhada pessoalmente e depois entramos na internet", disse Natalie Kelly, uma funcionária do setor de hotelaria na Flórida que fazia compras em um shopping de Manhattan nesta semana. "Para que eu vá a uma loja de apartamentos, as coisas teriam que ter descontos maiores que os da internet."

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