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Parte dos jovens americanos está conseguindo fazer pé de meia

Polly Mosendz

(Bloomberg) -- Sabe qual é a melhor forma de testar sua estabilidade financeira? Abrindo o capô do seu carro.

Existe uma crença, respaldada por pesquisas, de que metade dos EUA não tem suficiente dinheiro economizado para pagar uma conta inesperada na oficina mecânica se o carro quebrar. Um novo estudo aponta que alguns jovens da geração Y -- apesar de serem conhecidos como a geração mais endividada e subempregada do país -- estão (ligeiramente) mais bem preparados para lidar com uma despesa emergencial do que as gerações mais velhas.

Indagados sobre como lidariam com uma despesa inesperada de US$ 500 a US$ 1.000, 45 por cento dos integrantes da geração Y, definida como pessoas de 18 a 35 anos, ouvidos em uma pesquisa recente disseram que usariam suas poupanças, contra 39 por cento da geração X, com idade entre 36 e 51 anos, e 39 por cento dos boomers, geração de 52 a 70 anos. A pesquisa, que consultou 1.000 adultos americanos, foi realizada pela Princeton Survey Research Associates em nome da agregadora de dados financeiros Bankrate no início de janeiro. Os jovens consultados têm bons salários. Vinte e sete por cento deles recebem mais de US$ 75.000 por ano, 13 por cento ganham US$ 50.000 a US$ 75.000 e o restante ganha menos de US$ 50.000, mais perto do salário médio nacional.

Uma grande parte dos jovens se sente feliz por poder recorrer às suas poupanças e a maioria é cautelosa em relação a colocar esse tipo de dívida no cartão de crédito: apenas 15 por cento dos consultados disseram que usariam cartão para uma despesa desse tipo, contra 19 por cento dos membros da geração X e 25 por cento dos boomers. Essa conhecida aversão aos cartões de crédito se deve, em parte, ao fato de essa geração ter atingido a maioridade perto da recessão de 2008. Uma pesquisa recente com consumidores durante as festas de fim de ano apontou que a geração Y foi a que mostrou menor propensão a usar cartões de crédito, sendo que 60 por cento optam por dinheiro e 56 por cento por cartões de débito. Um estudo de 2015 apontou que a geração Y tem a menor propensão a pensar que os empréstimos e cartões de crédito expandiram suas oportunidades.

As gerações Y e X têm maior propensão a reduzir os gastos em outros itens para abrir espaço para uma despesa inesperada, apontou a pesquisa, mas os boomers, não: apenas 17 por cento disseram que optariam por cortar em outras coisas.

Há uma coisa com a qual os devedores de todas as idades concordaram: pedir dinheiro emprestado a entes queridos não é uma boa ideia.

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