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Drones voadores que geram energia com vento e recebem apoio da EON

Anna Hirtenstein

(Bloomberg) -- A tecnologia que utiliza drones voadores para gerar eletricidade a partir do vento está recebendo impulso da empresa de eletricidade alemã EON, que está apoiando um projeto de teste que poderá mostrar se ela é capaz de ajudar a reduzir os custos de produção offshore de energia.

As máquinas permanecem no ar como pipas para captar a energia das correntes de vento em altitudes elevadas. A força do vento empurraria os drones para a frente, que puxariam um cabo ancorado para mover uma turbina de energia. A tecnologia ainda está nos estágios iniciais, com alguns projetos pilotos ao redor do mundo, incluindo um comprado pela Alphabet em 2013.

"A EON estuda as tecnologias eólicas aerotransportadas há cinco anos. Acreditamos que ela tem um verdadeiro potencial de inovação", disse Frank Meyer, vice-presidente sênior da empresa. "Elas respaldam um dos nossos objetivos globais de reduzir o custo da energia renovável e também permitem a produção de energia renovável em lugares onde atualmente é inviável econômica e tecnicamente."

A EON acredita que o setor poderá decolar na primeira metade da década de 2020, segundo o porta-voz da empresa, Markus Nitschke. A companhia planeja ser uma das primeiras a adotar a tecnologia, disse ele por e-mail. Se chegar a ser comercializada, a energia aerotransportada deverá ser mais barata que a forma convencional de energia eólica offshore, em parte porque não usaria tantos materiais.

Fundações caras

As fundações e as torres para as turbinas eólicas tradicionais respondem por cerca de 30 por cento do capital necessário para a instalação do equipamento offshore, segundo a Bloomberg New Energy Finance. A mudança para águas mais profundas mais longe da costa ampliará esses custos, mas com mais ventos a situação pode ser equilibrada porque as turbinas funcionariam com mais frequência.

Os drones também deverão ter um maior fator de capacidade porque voam a altitudes mais elevadas, onde os ventos são mais fortes, o que significa que produziriam energia com mais frequência, segundo Udo Zillmann, presidente da Rede da Indústria de Energia Eólica Aerotransportada.

"Com base nos testes da EON, o fator de capacidade é de cerca de 70 por cento", disse Zillmann. "Nos parques eólicos offshore operacionais, a proporção é de menos de 50 por cento. Com base nisso e nos custos menores de desenvolvimento, o objetivo final poderia ser reduzir o custo da energia eólica offshore pela metade."

Produtora holandesa

A EON está trabalhando com a produtora holandesa Ampyx Power no projeto. A EON construirá e operará um local de demonstração para energia eólica aerotransportada no noroeste da Irlanda, que a Ampyx usará para seu teste atual e para a próxima versão de sua máquina, que espera comercializar. A companhia espera começar os testes em meados de 2018. A EON deseja que diversas empresas utilizem o local no futuro.

A empresa alemã investiu anteriormente em outra produtora de energia eólica aerotransportada conhecida como Kite Power Systems, ou KPS. Em dezembro passado, a empresa de energia, a Schlumberger e o fundo de risco da Royal Dutch Shell colocaram em conjunto 5 milhões de libras (US$ 6,2 milhões) na companhia britânica.

"Embora a princípio sejamos agnósticos em relação à tecnologia, consideramos essa cooperação com a Ampyx Power um passo importante para nossos esforços de assumir um papel de liderança no avanço do promissor e emergente setor de energia eólica aerotransportada", disse Meyer.

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