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Com apenas um tuíte, CEO da Amazon derruba mais uma fronteira

Tom Metcalf e Brendan Coffey

  • Divulgação

(Bloomberg) -- Jeff Bezos, da Amazon.com, sempre se manteve praticamente invisível no mundo da filantropia. Isso mudou na semana passada com um único tuíte, seguido de outros 42 mil.

O pedido realizado pelo magnata no Twitter - que usou a plataforma para perguntar qual a melhor forma de usar sua fortuna para ajudar as pessoas "neste momento" - desencadeou uma onda de respostas vindas de todos os cantos do mundo. Entre elas, apelos de cobertura para assistência médica, educação e perdão de empréstimos, pedidos extravagantes de financiamento para um museu de fetiche de couro em Chicago, além de demandas para o relançamento de programas de TV. Até Madonna contribuiu, convidando o segundo homem mais rico do mundo a visitar Detroit e se envolver com obras caritativas no local.

Esse incomum apelo público é característico das revoluções do Vale do Silício e está chamando a atenção em um território que normalmente recorre a consultores e especialistas para distribuir presentes caros. Pedir ideias no Twitter revela que Bezos age como um capitalista de risco, analisando propostas na esperança de encontrar algumas em que valha a pena investir, disse Eileen Heisman, CEO da National Philanthropic Trust, uma instituição de caridade que administra US$ 4,2 bilhões em nome de filantropos individuais.

Filantropia

A estratégia coletiva poderia significar uma expansão da abordagem relativamente contida de Bezos na filantropia. A Bezos Family Foundation, mais conhecida por seu apoio à educação infantil, tem sido financiada principalmente pelos pais dele, com ativos da Amazon que eles adquiriram como investidores iniciais no empreendimento do filho. Fora isso, as doações conhecidas que foram realizadas por Bezos e sua família totalizam cerca de US$ 100 milhões, incluindo presentes à Universidade de Princeton e ao Centro de Pesquisa sobre o Câncer Fred Hutchinson, de Seattle, de acordo com a revista Chronicle of Philanthropy. Isso não é nada em comparação com os bilhões de dólares doados por Bill Gates e Warren Buffett.

"Todo mundo vinha observando para ver quando ele entraria no jogo da filantropia, o que ele faria e como", disse Stacy Palmer, editora da Chronicle of Philanthropy. "Considerando o que ele fez com a Amazon, acho que ninguém se surpreende com o fato de ele não ter feito isso de um jeito tradicional."

Na verdade, outros empreendedores de tecnologia deram um toque próprio à filantropia.

Mark Zuckerberg, do Facebook, e sua esposa, Priscilla Chan, que prometeram doar 99% de sua participação de US$ 63 bilhões na rede social, estão canalizando suas iniciativas com uma companhia com responsabilidade limitada. Isso dá ao casal mais flexibilidade que uma fundação tradicional; por exemplo, eles não precisam doar à caridade todos os anos e podem fazer investimentos e doações políticas. Sean Parker, que tem um patrimônio líquido de US$ 3 bilhões, está usando um instituto de pesquisa sobre o câncer que financiou com cerca de US$ 250 milhões para subverter práticas tradicionais de pesquisa.

"O mundo está repleto de fundações enfadonhas que normalmente fazem coisas bastante seguras", disse Parker em entrevista concedida à Bloomberg em dezembro. "Eu prefiro ver o que acontece quando você faz algo totalmente diferente, que ninguém nunca tentou."

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