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Futebol espanhol disputa mercado chinês com Premier League

Tariq Panja

(Bloomberg) -- A milhares de quilômetros do Camp Nou, do Barcelona, ou do estádio Bernabéu, do Real Madrid, o futebol espanhol disputa com seu rival britânico a supremacia na China, que desenvolveu um grande apetite consumidor pelo esporte mais popular do mundo.

O país asiático, com quase 1,4 bilhão de habitantes, está em meio a uma corrida do ouro futebolística, enquanto federações e ligas estrangeiras se esforçam para abocanhar uma fatia de um mercado em expansão em busca de novos fãs e receitas. O governo chinês estabeleceu a meta de criar uma economia do esporte de 5 trilhões de yuans (US$ 730 bilhões), tendo o futebol como alvo.

A meta principal das competições de elite espanholas e britânicas é se tornar a segunda liga mais assistida na China depois da Superliga Chinesa, que atraiu as manchetes globais com uma onda de investimentos que encheu as carteiras de estrelas, técnicos e agentes internacionais. Provavelmente há espaço para apenas um rival da Superliga Chinesa, segundo Sergi Torrents, representante na China da espanhola La Liga.

"Nosso desafio aqui é sermos o número 2 -- estamos todos competindo para ganhar participação de mercado", disse Torrents em uma entrevista em Pequim. Embora surja uma segunda liga mais popular, "a terceira atrairá um interesse muito limitado, e a quarta, esqueça".

Raízes chinesas

Torrents e a La Liga fincaram raízes na China com a abertura de um escritório em Xangai e o envio de cerca de 50 técnicos por ano como parte de um acordo com o Ministério da Educação. Também existem os clubes de fidelidade espanhóis, centros de treinamento de crianças e planos de criar programas de televisão específicos para a China sobre a La Liga.

"A chave é ter o máximo de atividade local possível", disse Torrents.

A liga espanhola obtém cerca de US$ 50 milhões por ano com receitas provenientes da China, cerca de metade do preço pago pelo Real Madrid para contratar Gareth Bale em 2013, na época um recorde mundial entre as transferências. A La Liga gera mais de 2 bilhões de euros (US$ 2,2 bilhões) e Torrents acredita que a China poderia responder futuramente por 12 por cento do total.

Conquistar o mercado chinês não é tão fácil quanto simplesmente entrar. A Premier League teve um começo malsucedido ao vender seus direitos televisivos para quem pagou mais, já que em muitas partes do país os espectadores não conseguiam assistir aos jogos. O parceiro atual, a Super Sports Media, assinou um acordo para sublicenciar partidas para uma combinação de redes pagas e abertas, como a CCTV 5, o único canal gratuito a nível nacional. A liga britânica também conta com uma equipe de mídia social chinesa, embora não existam planos de abrir um escritório permanente na China.

Título em inglês: Spanish Soccer Battles Premier League for Chinese Supremacy

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