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Amazon tenta evitar perder comerciantes para Wal-Mart

Spencer Soper

(Bloomberg) -- Durante anos, a Amazon era o lugar de referência para os comerciantes virtuais.

No entanto, a gigante do comércio eletrônico enfrenta uma concorrência cada vez maior na disputa por milhões de pequenos vendedores. A Wal-Mart está conseguindo conquistar muitos desses comerciantes. Jack Ma, da Alibaba, esteve em Detroit, nos EUA, na semana passada oferecendo milhões de consumidores chineses às empresas dos EUA. Em julho, a eBay realizará sua festa anual para vendedores em Las Vegas.

Nesta quarta-feira, a Amazon realiza sua própria reunião com comerciantes em Nova York, onde 1.500 convidados terão a oportunidade de se conhecer, conversar com executivos da Amazon e participar de seminários sobre como chegar a potenciais clientes em todo o planeta. Este é o primeiro evento do tipo desde que a empresa abriu as portas, mais de 21 anos atrás.

"Eles precisam converter vendedores à religião da Amazon", disse Chad Rubin, um dos fundadores da Skubana, que vende software de gestão para comércio eletrônico. "A Amazon se tornou grande e anônima demais para os vendedores, esse evento ajudará a torná-la mais pessoal. Ela está tentando demonstrar para os vendedores que se importa com eles."

Comerciantes independentes são responsáveis por cerca de metade de todas as mercadorias vendidas na Amazon. Após anos reclamando que a anfitriã os expulsa rápido demais por infrações duvidosas, eles estão começando a transferir parte de seus negócios para outros lugares. A Wal-Mart é a mais beneficiada. Antigamente apenas mais uma no mundo do comércio eletrônico, a Wal-Mart se tornou uma ameaça competitiva desde que adquiriu a startup Jet.com no ano passado e colocou um de seus fundadores, Marc Lore, no comando.

Para os comerciantes, a Wal-Mart é hoje o que a Amazon era dez anos atrás: uma enorme fronteira com espaço para crescer. A Amazon, por sua vez, está tão repleta de produtos e vendedores que fica difícil que os comerciantes consigam se destacar, o que os obriga a sacrificar parte de seus lucros com propagandas.

A Amazon não pode se dar ao luxo de perder mais de 2 milhões de comerciantes que vendem bens em seu site. Um mercado sólido é fundamental para o sucesso da Amazon: comerciantes que competem para vender as mesmas coisas mantêm os preços baixos e os que introduzem constantemente novos produtos renovam o estoque. Isso ajudou a Amazon a atrair mais de 300 milhões de consumidores no mundo inteiro.

Os comerciantes prezam o acesso a esses consumidores, mas desejam receber mais atenção e ajuda da Amazon, que facilitou a publicação de produtos na internet, mas sacrificou o toque pessoal (os comerciantes reclamam constantemente da dificuldade de conseguir entrar em contato com funcionários da Amazon).

A companhia também está interessada em acelerar a expansão internacional de seu serviço de logística. Iniciado em 2007, Fulfillment by Amazon dá aos comerciantes acesso ao imensamente popular frete em dois dias e a outros serviços 24 horas da empresa. De agora em diante, a Amazon quer ajudar a conectar comerciantes e consumidores através de fronteiras e eliminar intermediários. Para convencê-los a adotar uma mentalidade mundial, a Amazon se oferece para lidar com o câmbio e a tradução de idiomas.

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