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Bugatti Chiron está chegando nos EUA, mas quem o comprará?

Hannah Elliott

(Bloomberg) -- A Bugatti apresentou seu supercarro Chiron, de US$ 2,99 milhões, em Genebra, no ano passado, mas a joia da coroa da Volkswagen levará o carro mais rápido do mundo para solo americano só no mês que vem.

E apesar de metade do total de 500 Chirons que serão fabricados já estarem vendidos, ainda há alguns disponíveis. (Segundo Manuela Höhne, chefe de comunicações da Bugatti, metade desses 250 foi comprada sem ter sido vista. Pense nisso: gastar US$ 2,99 milhões em um carro que você não testou, nem sequer pôs os olhos na vida real).

"Quando esses compradores finalmente chegaram a Portugal para dirigi-lo, alguns disseram, 'uau, eu quero ter esse carro na minha coleção, mas agora que o dirigi, quero outro", explicou Höhne. "Eles querem o segundo para dirigir -- um para manter na coleção e um para dirigir."

Esta é a diferença entre as pessoas que compram Bugattis e as que adquirem, por exemplo, aquela outra superestrela da VW, o Lamborghini Aventador S, de meio milhão de dólares. O cliente médio da Bugatti tem 42 carros em casa, disse Höhne. Ela não quis especificar a média de idade deles.

Popular na Europa, não na China

Há poucas chances de o comprador da Bugatti ser tão jovem quanto o da Rolls, que recentemente revelou uma média de idade de 45 anos de seus clientes, incrivelmente baixa para uma marca de carros de luxo -- ajudada, sem dúvida, pela relativa juventude dos compradores da China, onde a Rolls vende bem.

A Bugatti, por outro lado, vende 37 por cento de seus produtos na Europa, 30 por cento nos EUA e 26 por cento no Oriente Médio. Na Ásia, os compradores do Japão são mais apaixonados pela fabricação artesanal e pela força da empresa francesa do que os chineses.

"A Bugatti tem compradores chineses -- mas eles compram os carros para suas casas na Europa e no Oriente Médio", disse Höhne.

Atraindo novos compradores

A metade da lista atual de proprietários, acrescentou, é totalmente nova para a marca. Aparentemente, nos anos anteriores muitos potenciais consumidores ricos acharam o arredondado Veyron -- o antecessor do Chiron -- volumoso demais. A Bugatti projetou este novo carro com o objetivo de atrair novos clientes.

Na verdade, há alguns novos desvios notáveis no Chiron. Eu dirigi uma versão de dois tons, azul celeste e azul marinho, desse supercarro de 1.500 cavalos de potência, ontem, em Greenwich, Connecticut, nos EUA. Além da óbvia emoção de pilotar um carro que custa o mesmo que uma mansão, sua imensa velocidade -- mesmo com um peso de 2.700 quilos (equivalente ao do sedã Rolls-Royce Phantom) -- é de outro mundo. Ele pode atingir 120 milhas por hora (193 km/h) na curta distância de uma rampa para entrar na rodovia. Não que eu tenha comprovado.

Outra novidade: o símbolo da Bugatti na parte dianteira é feito de prata sólida ("a única coisa no carro com permissão para ser pesada", diz Höhne) e tridimensional, enquanto o emblema anterior era simplesmente um logotipo prateado gravado. Há mais espaço para a bagagem no ainda pequeno porta-malas e um novo espaço para duas bolsas para ternos dentro da cabine. Um novo volante, meio quadrado e meio redondo, permite que o motorista controle todas as funções essenciais para dirigir o carro, incluindo ignição, sem tirar as mãos da direção. (Os mostradores redondos no console central ainda controlam itens de conforto terciários, como os assentos aquecidos e o ar-condicionado).

O novo painel interior retroiluminado analógico, atrás do volante, é outro aceno à base de fãs da Bugatti. Em vez de torná-lo totalmente iluminado por LED, a empresa optou por mantê-lo analógico, de modo que, mesmo com todos os eletrônicos desligados, quem olha pela janela pode ver e admirar sua impressionante produção artesanal.

"É como a beleza de um relógio mecânico -- nós fizemos isso para manter os fãs entretidos", disse Höhne, com um sorriso.

Com alguma sorte, isto também manterá todos aqueles primeiros compradores entretidos enquanto esperam seus próprios carros.

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