Embraer cogita abrir fábrica de aviões comerciais na China

Kyunghee Park e Fabiola Moura

(Bloomberg) -- A Embraer não descarta a possibilidade de abrir uma unidade para produzir jatos comerciais na China daqui a dois anos, diz CEO, Paulo Cesar de Souza e Silva, em entrevista em Singapura, sinalizando uma eventual mudança na estratégia da empresa, depois do fechamento de uma unidade que fabricava jatos executivos no país asiático em 2016.

A empresa vai esperar a primeira entrega do novo jato E195-E2, prevista para 2019, para depois avaliar uma planta na China, diz Paulo Cesar.

Esta seria a primeira planta internacional da Embraer a construir aeronaves comerciais. Uma planta na China se justificaria pela grande demanda que deve vir do país asiático nas próximas décadas.

A Embraer teria que encontrar o parceiro local certo e identificar interesse suficiente nos jatos, segundo o CEO.

Há potencial para produzir pouco mais de mil aviões regionais, do tamanho das que a Embraer produz, nos próximos 20 anos na China. E empresa tem 80% do mercado, diz.

Sobre o avião de transporte militar KC-390, a Embraer está em negociações com Portugal e espera avanços ainda este ano, afirma Paulo Cesar. Ainda há conversas com Nova Zelândia e outros cinco países na Europa e América Latina, ele cita sem dar maiores detalhes.

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