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Drone pequeno tem baixa chance de causar traumatismo, diz estudo

Alan Levin

(Bloomberg) -- É improvável que os drones pequenos e populares que estão inundando o mercado comercial causem traumatismos cranianos graves se caírem do céu e atingirem pessoas, segundo as conclusões de um novo estudo.

Os resultados são semelhantes aos obtidos no início do ano por pesquisadores associados à Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA, na sigla em inglês) e oferecem mais justificativas para autorizar a operação de aeronaves não tripuladas sobre multidões.

Pesquisadores do Virginia Tech em Blacksburg, Virgínia, local de uma instalação de testes de drones autorizada pela FAA, concluíram que os riscos de traumatismo craniano catastrófico são menores que 5 por cento em um impacto com um veículo não tripulado de 1,2 quilo, segundo os resultados publicados na revista Annals of Biomedical Engineering. Drones maiores criam riscos maiores de lesões, o que pode limitar a utilização deles enquanto outros padrões de segurança não forem planejados, apontou o estudo.

"Observou-se que o risco de lesão aumenta com o aumento da massa do sistema de aeronaves não tripuladas, e a operação dos maiores modelos testados sobre pessoas em sua forma atual é insegura", disseram os pesquisadores, liderados pelo professor de biomecânica Steven Rowson, no artigo da revista.

Os riscos de traumatismo craniano também são maiores quando o drone cai sobre uma pessoa do que quando choca com ela durante o voo, concluíram. Como a FAA aplica o menor nível de supervisão aos drones pequenos que pesam até 25 quilos, a agência pode querer reclassificar suas diretrizes para restringir o uso dos equipamentos mais pesados sobre pessoas, disseram os autores.

O estudo se concentrou unicamente na possibilidade de traumatismo craniano e não avaliou o potencial de que as pás do rotor cortem a pele ou causem outras lesões.

A FAA planejava divulgar até o fim de 2016 uma diretriz preliminar para permitir os voos de pelo menos alguns drones sobre pessoas. Essas regras são necessárias, por exemplo, para programas de notícias de emissoras de TV e para as pioneiras do segmento de drones de entregas Amazon.com e Alphabet, a empresa controladora do Google.

O governo dos EUA paralisou temporariamente essa iniciativa após oposição das agências de segurança, que afirmam que deve haver melhores formas de rastrear os veículos não tripulados antes de liberá-los para o público.

O estudo do Virginia Tech analisou três modelos produzidos pela SZ DJI Technology, que tem sede na China. O menor era o Phantom 3, que voou diretamente até a cabeça de um boneco de teste de colisões e também caiu sobre o boneco para simular uma queda vindo do céu.

Os riscos mostrados pelo Phantom 3 foram mínimos, mas o potencial de lesão é bastante maior no caso dos drones mais pesados. Um modelo DJI S1000+, um helicóptero de oito rotores que pesa 11 quilos, mostrou um risco de lesão de cerca de 70 por cento em alguns testes.

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