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Novo CEO da Expedia quer dobrar aposta no mercado internacional

Gerrit De Vynck

(Bloomberg) -- A gigante de reservas de viagens Expedia tem websites em mais de 35 idiomas, produz pelo menos 40 por cento de sua receita fora dos EUA e mantém escritórios em 30 países diferentes. Ainda assim, a empresa não é suficientemente global para o novo CEO Mark Okerstrom.

Okerstrom, que assumiu o controle no fim de agosto, quando Dara Khosrowshahi deixou a empresa para liderar a Uber Technologies, quer fazer da Expedia um nome familiar para os viajantes europeus e asiáticos que procuram hotéis em suas próprias regiões. Historicamente, a Expedia obtém a maior parte de suas receitas com americanos que utilizam o site para reservar viagens domésticas e internacionais.

"Temos que fazer um trabalho melhor como atores globais -- e não ser global apenas para ter mais países em nossa apresentação de relações com investidores", disse Okerstrom em entrevista. "Estamos significativamente abaixo do índice em todos os grandes mercados com exceção dos EUA."

Os comentários de Okerstrom surgem no momento em que a arquirrival de sua empresa, a Priceline Group, aumenta a pressão sobre o negócio doméstico da Expedia investindo fortemente em anúncios para seu site de viagens Booking.com, que já domina a Europa. A gigante chinesa de viagens Ctrip.com International também está se afirmando internacionalmente e fechou a compra do site de reserva de voos escocês Skyscanner no ano passado por US$ 1,7 bilhão.

Okerstrom classificou a Europa como um mercado-chave. "A Europa é altamente interessante para nós", disse ele. "Temos uma enorme oportunidade de ser muito mais relevantes localmente para o cliente europeu."

Conseguir mais do que uma presença fora dos EUA não é o único desafio enfrentado por Okerstrom, 44.

A unidade HomeAway da Expedia disputa com Airbnb e Priceline a captura da maior fatia possível do mercado de aluguel de residências, de rápido crescimento. No momento, a Expedia está concentrada principalmente na atualização da tecnologia HomeAway e em colocar um número maior de suas propriedades nos principais sites de reservas da Expedia. O próximo passo é entrar nos mercados urbanos, onde o Airbnb tem uma vantagem considerável, disse Okerstrom.

Okerstrom entrou na Expedia em 2006, pouco depois de Khosrowshahi se tornar CEO e de a empresa se separar da IAC/InterActiveCorp. Canadense de nascimento e advogado por formação, ele trabalhou para subir na hierarquia e foi nomeado diretor financeiro em 2011. Ele esteve estreitamente envolvido com a série de aquisições da Expedia dos últimos anos, que inclui as compras da Orbitz.com e da HomeAway.

Khosrowshahi já havia mudado o foco da Expedia para se concentrar na integração dessas aquisições em vez de procurar mais meganegócios. Okerstrom disse que continuará nesse caminho. "Meu foco será muito operacional", disse ele. Ainda assim, as aquisições podem desempenhar um papel no impulso renovado nos mercados globais, disse Okerstrom.

A Okerstrom também deverá abordar as novas ameaças ao mercado de viagens on-line, de 20 anos, que manteve praticamente o mesmo modelo de negócio enquanto outros setores da internet, como os de buscas on-line, comércio eletrônico e redes sociais, mudaram radicalmente.

Um grande desafio é o Google, que se expandiu mais no ramo de serviços de viagens e obtém cerca de US$ 14 bilhões em receitas com o setor por ano, estima a Skift Research. O total é maior do que o obtido pela Expedia e pela Priceline.

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