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Táxis desistem de lutar contra Uber e Lyft e se unem a elas

Daniel Flatley

(Bloomberg) -- As empresas de táxi dos EUA travaram uma batalha dura e visível para impedir que a Uber e a Lyft levassem a economia da partilha para os táxis.

E perderam.

Agora, os taxistas estão adotando a velha estratégia que diz 'se você não pode vencê-los, junte-se a eles'.

A Pittsburgh Yellow Cab, por exemplo, mudou sua marca no ano passado para zTrip. Empresa centenária da Cidade do Aço dos EUA, lançou um aplicativo e ofereceu serviços híbridos: aceita dinheiro e cartões de crédito, permite que os carros sejam abordados nas esquinas ou que as corridas sejam reservadas pela internet e não pratica o controverso aumento de preço aplicado pela Uber nos horários de pico.

"O bolo é maior", disse Jamie Campolongo, presidente da empresa. "Então, por que não entrar nesse segmento?"

Campolongo pôde fazê-lo, em parte, devido a mudanças regulatórias defendidas pelas empresas de caronas compartilhadas. Uber e Lyft gastaram milhões de dólares para conseguir aprovação para um modelo de negócio baseado na web em quase todos os 50 estados. Em muitos casos, isso permitiu que escapassem de regras mais onerosas aplicadas às empresas de táxi, como verificações de antecedentes com impressões digitais e a exigência de ter seguro comercial.

A iniciativa mudou os dois setores. Em todo o setor de "caronas", o número de contratados independentes cresceu 174 por cento em cinco anos, contra apenas 21 por cento entre os motoristas de empresas de táxis, segundo análise da Brookings Institution. Ao longo do caminho, como em outros setores revolucionados pela tecnologia, os serviços de carona compartilhada levaram algumas empresas de táxis da velha guarda à falência e abriram o caminho para que outras competissem com eles em igualdade de condições.

"Um exemplo perfeito para nós foi o último jogo do Steelers", disse Campolongo. A zTrip colocou 300 táxis nas ruas juntamente com 126 contratados independentes para transportar torcedores de futebol americano. "Nunca teríamos 426 carros na rua. Os altos e baixos desse negócio permitem que a empresa meio que se expanda e se contraia."

A Taxicab, Limousine and Paratransit Association, principal associação do setor, antes combatia as caronas compartilhadas, chegando ao ponto de colocar no ar um website chamado "Quem está te transportando?" no qual questionava a segurança dos passageiros que usavam os serviços.

Agora, o novo presidente da TLPA, Michael Pinckard, acredita que esse é o futuro do setor.

"Ficou óbvio nos últimos 12 meses que as empresas de redes de transporte e as caronas compartilhadas vieram para ficar", disse Pinckard. "Acho seguro que as pessoas comecem a adotar essas diferenças nos modelos de negócios sem medo de serem tiradas do negócio pela regulação."

--Com a colaboração de Catarina Saraiva

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