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Embraer contrata mais pessoal de vendas para competir com Airbus

Benjamin Katz e Yousef Gamal El-Din

(Bloomberg) -- A Embraer está reforçando sua operação de vendas para fazer frente à concorrência da Airbus, que recentemente entrou no território da empresa brasileira com uma transação na qual assumiu participação majoritária do avião CSeries, da Bombardier.

A especialista em jatos regionais com sede em São Paulo espera realizar mais campanhas para seu próximo modelo, o E2, disse o chefe da divisão de aviação comercial da empresa, John Slattery, em entrevista à Bloomberg TV. A Embraer precisa estar preparada antes de a Airbus colocar sua força de marketing completa no CSeries, disse ele.

O E2, que deve começar a operar em abril, pode transportar 88 a 146 passageiros, ocupando o mesmo espaço no mercado que o avião canadense, de maior porte.

"Estou contratando mais profissionais de venda e mais pessoal de marketing ao redor do mundo atualmente porque esperamos mais atividade no nosso espaço", disse Slattery, no Salão Aéreo de Dubai, no domingo. "As empresas aéreas sempre vão querer uma oferta competitiva se o CSeries estiver em uma campanha da Airbus. Somos os únicos capazes de oferecer um produto competitivo."

A decisão da Airbus dá mais importância ao segmento de aeronaves de 100 a 150 lugares, no qual a Embraer, assim como a Bombardier, está entrando a partir dos aviões de menor porte, disse o executivo. Ao mesmo tempo, disse ele, a empresa está apoiando a reclamação do Brasil na Organização Mundial do Comércio pelo financiamento do CSeries pelo Canadá. Os EUA aplicaram taxa de 300 por cento ao modelo depois que a Boeing acusou a Bombardier de dumping, algo que a parceria com a Airbus pode evitar com a transferência de parte da produção para o Alabama, nos EUA.

"Estamos totalmente focados e comprometidos em apoiar o governo brasileiro na OMC", disse Slattery. "A decisão da Bombardier de transferir uma fatia maior da propriedade de capital para a Airbus e de potencialmente produzir a aeronave nos EUA não diminui em nada o fato histórico de que o governo canadense entregou subsídios para manter o programa vivo. Esse é um dado real."

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