Ainda é cedo demais para pessimismo com ações, segundo JPMorgan

Blaise Robinson

(Bloomberg) -- Os investidores deveriam pensar duas vezes antes de embolsarem os lucros e abandonarem o mercado de ações após um ano tão bom, dizem estrategistas de ações do JPMorgan Chase.

O impulso do crescimento pode começar a perder força, mas a atividade provavelmente continuará acima da trajetória, o que significa que os lucros corporativos deverão aumentar ainda mais após a rápida recuperação deste ano, escreveram Mislav Matejka e Emmanuel Cau em nota técnica, na segunda-feira.

O MSCI World Index acumula alta de 20 por cento em 2017 quando incluídos dividendos, o que faz com que as ações sejam, de longe, a melhor classe de ativos. Com as avaliações por múltiplos cada vez mais esticadas e a tendência do Federal Reserve de continuar elevando os juros no ano que vem, contudo, alguns investidores parecem estar ficando ansiosos, razão pela qual as ações do setor de tecnologia e os mercados europeus e emergentes experimentaram um recuo recentemente.

"É verdade, os múltiplos das ações não parecem baratos em termos absolutos", escrevem os estrategistas. "Mas em relação aos títulos e ao crédito, consideramos que as ações continuam oferecendo um déficit de avaliação de quase 300 pontos-base apenas para chegar ao valor justo."

Quanto ao aperto monetário em 2018, os estrategistas da JPMorgan disseram que ainda está nos estágios iniciais e que a curva de rendimento dos EUA não deverá se reverter, pelo menos não antes da segunda parte do ano que vem. Historicamente, as ações "nunca atingiram o pico antes que a curva de rendimentos fosse invertida por completo", escreveram.

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