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Alibaba compra parte da Baidu em app de delivery da China: Fonte

Lulu Yilun Chen

26/02/2018 12h20

(Bloomberg) -- A Alibaba Group fechou a compra das participações da Baidu e de outros investidores na startup chinesa Ele.me para reforçar sua rede de entregas, segundo uma pessoa a par do assunto, fazendo assim sua maior aposta até o momento em alimentos on-line e serviços locais.

A aquisição entregaria à Alibaba a maior fatia do mercado de entrega de alimentos pela internet na China e a colocaria em confronto direto com a Meituan Dianping, que é apoiada pela Tencent Holdings. A Ele.me -- que significa "ainda com fome?" -- dirige um exército de entregadores com motos em todo o país, o que poderia ampliar a capacidade da Alibaba na parte final dos trajetos com o objetivo de levar pacotes às portas dos clientes e complementar seu negócio de serviços de bairro Koubei.

A gigante do comércio eletrônico, que detinha 23 por cento da Ele.me em maio, planeja comprar as ações dos investidores atuais, entre eles a Baidu, disse a pessoa, que pediu anonimato porque o assunto é privado. Não está claro quanto a Alibaba concordou em pagar, mas a Ele.me teria sido avaliada em US$ 5,5 bilhões a US$ 6 bilhões em uma rodada de captação de recursos em maio do ano passado. Posteriormente, a startup comprou o negócio de entregas da Baidu a uma avaliação de US$ 500 milhões em agosto de 2017, disse uma pessoa a par do assunto na época.

A Alibaba, a Ele.me e a Baidu preferiram não comentar.

Se o negócio avançar, a Alibaba e a Meituan dominarão o mercado chinês de entregas de alimentos que, segundo estimativas da Analysys, atingiu 67,7 bilhões de yuans (US$ 10,7 bilhões) no último trimestre de 2017, 16,2 por cento maior do que nos três meses anteriores. Para a Baidu, esta é outra saída de um negócio considerado periférico para suas operações principais de busca e inteligência artificial. As ações da Baidu subiram 1,6 por cento nas negociações anteriores à abertura do mercado.

"Com o tráfego on-line e a divisão Koubei, a Alibaba poderia criar muita sinergia com essa aquisição", disse Steven Zhu, analista da Pacific Epoch em Xangai. "O negócio afetaria a margem, porque a Alibaba agora tem mais entregadores e inventário, mas a empresa não tem escolha, porque a longo prazo a maior parte do consumo ainda ocorre fora da internet."

A Alibaba tomou medidas para reforçar sua logística nos últimos meses, assumindo sua afiliada de entregas de longa data Cainiao e elaborando planos para investir em armazéns. Diferentemente da JD.com, contudo, que constrói e administra sua própria frota de entregadores, a capacidade da Alibaba na parte final dos trajetos está basicamente restrita a parceiros terceirizados. Os investimentos da empresa no chamado "novo varejo", como lojas físicas e a rede de supermercados Hema, também ajuda a fortalecer a rede, oferecendo pontos de entrega e armazenagem para pacotes.