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Expatriados mais bem pagos do mundo estão de olho na Índia

Andy Hoffman

(Bloomberg) -- Expatriados que querem ganhar muito dinheiro, corram para o leste.

Mumbai, a capital indiana das finanças, do comércio e do entretenimento, está no topo dos rankings globais de salários de expatriados, de acordo com uma pesquisa realizada pelo HSBC Bank International.

Os estrangeiros que se deslocam para a cidade mais populosa do subcontinente reportaram um ganho anual médio de US$ 217.165. Isso é mais do que o dobro da média global para os expatriados, de US$ 99.903, mostra a pesquisa HSBC Expat.

As outras cidades asiáticas que acompanham Mumbai no ranking dos 10 melhores salários para expatriados são Xangai, Jacarta e Hong Kong.

Embora os expatriados na Ásia geralmente sejam bem recompensados financeiramente, todas as cidades da região - incluindo Mumbai, a megacidade que abriga mais de 18 milhões de pessoas - ficaram abaixo em termos de oportunidades de emprego para expatriados em comparação com destinos do Reino Unido e dos EUA, como Londres, São Francisco, Nova York e até mesmo Birmingham, de acordo com o HSBC.

"Os centros financeiros e tecnológicos dos EUA e do Reino Unido são os mais atraentes para expatriados ambiciosos que desejam uma carreira de alto nível", disse Dean Blackburn, que dirige o HSBC Expat.

Dublin, um centro tecnológico na Europa, também se classificou entre os cinco melhores lugares em termos de oportunidades de emprego para expatriados, mas ficou abaixo da média global em salários de expatriados. No entanto, 61 por cento dos expatriados na capital da República da Irlanda relataram um equilíbrio melhor entre a vida profissional e a pessoal.

A Suíça, país que antigamente estava no topo das classificações em salários de expatriados, classificou duas cidades entre as cinco primeiras. Zurique, sede de bancos como Credit Suisse Group e UBS Group e de um centro tecnológico para empresas como Alphabet, ficou em terceiro lugar no ranking salarial de expatriados, e Genebra, sede de algumas das maiores traders de commodities do mundo, como Trafigura Group e Mercuria Energy Group, ficou em quinto.

Apesar do custo de vida notoriamente alto da Suíça, 77 por cento dos expatriados em Zurique informaram que sua renda disponível aumentou depois da mudança, graças aos altos salários do país e aos baixos impostos pessoais. Na verdade, mais da metade dos expatriados de Zurique informaram que estão morando em um lugar melhor do que o que moravam em seus países de origem, mesmo com os altos preços do mercado imobiliário e do aluguel na cidade suíça.

E, embora Berlim e Praga tenham ficado perto do fim na lista de 52 cidades elaborada pelo HSBC, a maioria dos expatriados nessas cidades disse que o custo de vida nelas é acessível.

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