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Telefónica lança assistente pessoal `Aura' com foco em dados

Joe Mayes e Rodrigo Orihuela

(Bloomberg) -- A Apple tem Siri, a Amazon.com tem Alexa e agora a Telefónica vai lançar seu próprio assistente pessoal digital com voz, Aura.

A operadora de telecomunicações deve lançar o Aura em seis países, uma plataforma essencial da estratégia com foco em dados do CEO José María Álvarez-Pallete. O Aura inicialmente terá como objetivo melhorar o atendimento ao cliente com inteligência artificial, respondendo a comandos para fornecer informações de cobrança, mudar canais de televisão ou iniciar uma chamada de vídeo - prevendo necessidades futuras com base em comportamentos passados.

"É uma solução para tudo", disse Pallete em um evento no domingo em Barcelona, antes do Mobile World Congress, a maior feira comercial e conferência do setor wireless. "Queremos que nossos clientes conversem com a tecnologia e resolvam coisas."

A Telefónica está entre as operadoras de telecomunicações que buscam novas áreas de crescimento para se beneficiar do uso crescente de dados à medida que o número de dispositivos conectados aumenta. Pallete planeja desenvolver as capacidades da Telefónica em termos de dados, enquanto a companhia francesa Orange vem se expandindo para o setor bancário e a Vodafone Group se concentra na comunicação entre máquinas da chamada internet das coisas.

O lançamento do Aura ocorre um ano depois de a Telefónica ter revelado os planos preliminares para o serviço e abrangerá inicialmente Espanha, Reino Unido, Alemanha, Brasil, Argentina e Chile.

A tecnologia dará aos clientes acesso a dados associados ao uso dos produtos e serviços da Telefónica, como a localização e o histórico de pagamentos, além de preferências. Através de acordos com a Deutsche Telekom, a Royal KPN e a Orange, os assinantes poderão levar esses dados com eles quando mudarem de operadora, por exemplo, para ajudar a construir uma pontuação de crédito.

Outras plataformas

O Aura será integrado a outras plataformas para chegar aos clientes da Telefónica, a começar pelo Messenger, do Facebook, na Alemanha e no Chile, e mais tarde Google Assistant, da Alphabet, e Cortana, da Microsoft.

O assistente pessoal é apenas um serviço do projeto digital interno da Telefónica - a chamada quarta plataforma - administrado pelo Chefe de Dados Chema Alonso, que supervisiona uma equipe de cerca de 700 pessoas.

Embora a espera pelo Aura tenha acabado para os clientes da Telefónica, a história é outra para os acionistas. A operadora ainda não explicou especificamente como o Aura e outros projetos digitais podem mudar drasticamente a empresa e gerar crescimento de receita suficiente para fazer diferença em seu balanço - o mesmo desafio enfrentado pela Vodafone com a crescente unidade de internet das coisas.

As ações da Telefónica ficaram para trás em relação às de seus pares porque os investidores duvidam da capacidade de Pallete para pagar dívidas aumentando o fluxo de caixa livre sem depender de desinvestimentos, a estratégia que ele articulou. As ações da Telefónica caíram 17 por cento durante o ano passado, em comparação com uma queda de 9,7 por cento do Stoxx Europe 600 Telecommunications Index.

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