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Ola quer 1 milhão de carros elétricos nas ruas da Índia até 2021

Saritha Rai

16/04/2018 10h45

(Bloomberg) -- A Ola, concorrente mais agressiva da Uber Technologies na Índia, quer empregar 10.000 riquixás elétricos de três rodas dentro de um ano e um milhão de veículos movidos a bateria até 2021.

A startup administrada pela ANI Technologies anunciou a discussão de políticas com vários governos estaduais e conversas com possíveis parceiros, desde fabricantes de veículos até produtoras de baterias. O objetivo é expandir um projeto-piloto existente na cidade de Nagpur, na região central da Índia, onde os primeiros veículos elétricos da Ola já percorreram mais de 4 milhões de quilômetros.

As ambições da Ola são compatíveis com os objetivos do governo indiano. O primeiro-ministro Narendra Modi planeja aumentar significativamente o número de veículos de nova energia nas ruas. O Ministério de Energia anunciou em março que Modi havia ordenado aos ministros que garantissem que em 2030 a maioria dos veículos da Índia fosse movida a eletricidade. No entanto, a indústria automotiva busca clareza em relação a como o segundo país mais populoso do mundo atingirá esse objetivo, que exigiria investimentos e incentivos significativos.

O piloto da Ola em Nagpur engloba uma série de veículos elétricos, desde táxis até os chamados riquixás de três rodas, um meio de transporte onipresente e barato para muitos indianos de classe média. O projeto também inclui uma frota de ônibus, instalações solares em telhados, estações de recarga e experimentos de troca de baterias.

A startup, fundada em 2011 pelos engenheiros Bhavish Aggarwal e Ankit Bhati, iniciou uma onda expansionista nos últimos meses: comprou as operações indianas do serviço de entregas Foodpanda, levou seu serviço de carona compartilhada à Austrália e adquiriu o aplicativo de emissão de bilhetes para o transporte público Ridlr, com sede em Mumbai. Os serviços de transporte privado da Ola cobrem 110 cidades indianas com mais de um milhão de motoristas.

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