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Franklin Templeton desbanca ETFs com small caps de emergentes

Selcuk Gokoluk

18/04/2018 15h19

(Bloomberg) -- A marcha dos grandes fundos de estratégia passiva pelos mercados globais ainda não alcançou uma classe de ativos: ações de empresas de menor valor de mercado negociadas nas bolsas de países em desenvolvimento.

O motivo? O MSCI Emerging Markets Small-Cap Index é composto por mais de 1.800 companhias e sofre muitas mudanças a cada ciclo de revisão, explicou Vikas Chiranewal, diretor-executivo sênior em Mumbai da divisão de mercados emergentes da Franklin Templeton Investments.

"Tentar acompanhar ou duplicar esse índice implica custo de transação muito alto e o desvio em relação à referência é muito maior", disse Chiranewal. "Por isso, não existem grandes ETFs para small caps de emergentes."

Essa ausência abre espaço para os fundos de estratégia ativa dominarem um segmento no qual o crescimento da receita chega a 16 por cento, comparado a 4 por cento no resto do mundo, segundo Chiranewal, que ajuda a supervisionar US$ 738 bilhões. O MSCI Emerging Markets Small-Cap Index acumula alta de 0,7 por cento neste ano.

Seguem alguns trechos da entrevista com Chiranewal:

* Quais são as vantagens das small caps?
** "Como são empresas mais novas e menores, são bem mais ágeis; as decisões são tomadas mais rapidamente, as taxas de crescimento são bem maiores, a base de custos é bem menor e, por isso, a lucratividade delas é muito melhor. O crescimento da receita das componentes do índice amplo MSCI é de apenas 4 por cento, comparado a quase 16 por cento para o índice que acompanha as small caps dos emergentes. As avaliações ajustadas por setor também são mais favoráveis do que para as large caps."

* Qual é sua opinião sobre as bolsas de países emergentes?
** "Ainda estamos muito otimistas em relação aos mercados emergentes, que estão muito mais estáveis do que no passado. A nosso ver, diversos parâmetros nesses mercados continuarão com bom desempenho nos próximos dois anos. O crescimento ainda é forte e a volatilidade política ainda é baixa em importantes mercados."
** "O principal barômetro, o lucro das empresas, ainda está em alta. As moedas não estão sobrevalorizadas e os ativos ainda estão mais baratos do que nos mercados desenvolvidos. O risco de a alta de juros nos EUA causar colapso nos mercados emergentes é limitado porque os fundamentos macroeconômicos estão muito melhores."
** "Observamos um grande salto nos fluxos para mercados emergentes em 2017 e o movimento continua neste ano. Fundos como o nosso estão recebendo maior atenção dos clientes finais. Estamos aumentando posições nos nossos principais mercados, como China, Índia, Coreia do Sul, Leste Europeu e América Latina."

* Qual é sua opinião sobre a recente disparada da volatilidade?
** "Em qualquer mercado, há alguma volatilidade - se não houver volatilidade, as pessoas ficam complacentes. E vira uma via de mão única. A volatilidade global e nos mercados emergentes diminuiu drasticamente nos últimos dois anos."

* Qual é sua maior posição?
** "A Índia é nosso país de maior posição há alguns anos. Achamos que as empresas indianas mostrarão crescimento bem rápido nos próximos anos. Além disso, o regime político é estável. Nosso cenário básico é que o governo Modi será reeleito. Isso significa que teremos visibilidade política por algum tempo. As reformas que ocorreram nos últimos dois ou três anos são ótimas reformas no longo prazo."

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