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Inverno foi ruim para trigo dos EUA? Kansas saberá em breve

Jeff Wilson

(Bloomberg) -- Mais de 90 comerciantes, fazendeiros e outros profissionais percorrerão as planícies do Kansas na terça-feira para descobrir o tamanho do estrago na safra de trigo vermelho duro de inverno naquele Estado americano.

A excursão anual do Conselho de Qualidade do Trigo é a primeira oportunidade do ano para inspecionar sistematicamente vários campos e avaliar os danos causados pelo clima seco e atipicamente frio, que incluiu dois grandes episódios de congelamento das plantações.

A safra de inverno dos EUA normalmente é semeada em setembro e outubro e colhida a partir de junho. Antes disso, os participantes da excursão -- incluindo representantes de empresas de alimentos como Grupo Bimbo, JM Smucker e General Mills -- avaliarão o nível provável de produção.

Eles contarão os bagos e os caules laterais que crescem de cada planta em campos de trigo a cada 24 quilômetros ao longo de várias rotas predeterminadas. O grupo divulgará uma projeção de safra para o Kansas em 3 de maio. O Departamento de Agricultura dos EUA apresenta sua primeira estimativa em 10 de maio.

"Sei que há algum dano nos bagos de trigo, mas, na nossa área, o clima extremamente seco talvez seja igualmente preocupante", disse Ken Wood, presidente da associação Kansas Wheat e proprietário da Riverside Stock Farm, que cultiva trigo e outras lavouras na região. "Estou ansioso para o início da excursão, para que possamos ter uma perspectiva mais ampla das condições."

A medição dos danos à safra imatura deste ano será mais difícil que o normal depois que as chuvas da semana passada ajudaram as plantas a recuperarem parte do potencial de produtividade. Ao mesmo tempo, o crescimento das plantas estagnou após um dos meses de abril mais frios em mais de 120 anos, o que proporciona a algumas plantações maior chance de recuperação após as temperaturas congelantes e a seca, segundo Daryl Strouts, diretor-executivo da Kansas Wheat Alliance.

"A safra estava a dias de morrer antes da chegada da chuva", disse Troy Presley, gerente da Comark Grain Marketing, com sede em Cheney, Kansas. "Agora temos umidade e vamos esperar para ver a reação. O potencial de produtividade já foi reduzido pelo clima seco e pelas temperaturas congelantes."

A produção no Kansas pode variar de 245 milhões a 285 milhões de bushels, contra 334 milhões colhidos no ano passado, projetou Presley.

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