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Para JetBlue, luxo mais barato pode estimular voo transatlântico

Mary Schlangenstein

23/10/2018 11h55

(Bloomberg) -- A JetBlue Airways está pronta para se vangloriar de suas ofertas premium em potenciais rotas transatlânticas, mesmo sem ter decidido ainda se realmente vai começar a oferecer voos para a Europa.

Caso decida entrar em um dos mercados mais movimentados do mundo para as viagens de negócios, a empresa aérea estaria apostando em replicar o sucesso que obteve com sua cabine de luxo Mint nos voos que atravessam os EUA de ponta a ponta. Esse produto reduziu as tarifas premium em até 50 por cento e, ao mesmo tempo, gerou retornos financeiros que excederam as expectativas da própria empresa, afirmou a JetBlue.

"Sabemos que podemos concorrer na cabine da frente contra qualquer companhia aérea que forneça serviços transatlânticos", disse a presidente Joanna Geraghty em uma entrevista na sede da JetBlue em Nova York. "Existem muitos clientes e muitos assentos premium. Nós só precisamos de uma pequena parte incremental para ter muito sucesso."

A JetBlue está estudando o potencial de crescimento e de lucro dos voos transatlânticos enquanto põe em prática um plano para revigorar suas ações ao revitalizar as operações. As mudanças, apresentadas no início deste mês, incluem melhorar o desempenho de pontualidade da JetBlue, que está ficando para trás no setor, reduzir os custos com contratos de manutenção novos ou renegociados e intensificar o serviço em Nova York, Boston e Fort Lauderdale, na Flórida.

Ceticismo do investidor

As ações registraram queda de 26 por cento neste ano até o dia 19 de outubro, o pior desempenho entre as companhias aéreas dos EUA, com exceção da American Airlines.

As iniciativas anunciadas no dia 2 de outubro vão gerar ganhos de até US$ 3 por ação em 2020, afirmou a empresa no início deste mês. Isso se compara a uma média de US$ 2,21 das estimativas de analistas. Mas, desde a apresentação, a JetBlue caiu 13 por cento e o CEO Robin Hayes admitiu a existência de ceticismo entre analistas e acionistas.

"Nós continuamos envolvidos com nossos investidores", disse ele na entrevista. "Nós levamos as considerações deles muito a sério. Vamos analisar os resultados, trimestre por trimestre, e demonstrar um caminho para chegar às metas que estipulamos."

O plano mais recente soma-se a uma iniciativa de três anos para reduzir o custo estrutural, na qual a companhia alcançou US$ 171 milhões de uma faixa planejada de US$ 250 milhões a US$ 300 milhões até 2020. A JetBlue recentemente foi líder do setor no aumento da tarifa de primeira e segunda bagagem, acrescentando US$ 5 a cada, e afirmou que ofereceria preços com desconto em uma nova classe de tarifas com menos comodidades para combater as ofertas semelhantes de companhias rivais.