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Netflix tenta atrair mais usuários na Ásia com planos baratos

Lucas Shaw

12/11/2018 15h17

(Bloomberg) -- A Netflix anunciou que testará uma versão mais barata de seu serviço de streaming de filmes e televisão em alguns mercados para ampliar as receitas.

A empresa não se comprometeu a baixar os preços em todos os lugares, mas quer fazer experimentos, disse o CEO Reed Hastings em uma entrevista na sexta-feira. Ele não disse quando nem onde o teste seria realizado.

Uma opção com preço mais baixo representaria uma mudança para a Netflix, que tem mantido ou elevado os preços nos maiores mercados ao mesmo tempo em que adiciona conteúdo e investe em produções locais para atrair assinantes. Apesar de a empresa ter feito alusão a experimentos com ofertas de assinatura mais baratas em uma teleconferência sobre resultados no mês passado, esta é a primeira vez que a Netflix afirma que testará um serviço de menor preço em alguns mercados.

A Netflix oferece assinaturas em três níveis de preços e não pretende reduzir o valor de sua opção mais barata. Em vez disso, os executivos estão elaborando uma versão alternativa do serviço, ou uma quarta opção, que terá recursos diferentes e custará menos.

O serviço de streaming da Netflix ganhou força nos EUA ao oferecer um conjunto de programas de TV e filmes por uma pequena fração do custo da TV paga, o que incentivou milhões de pessoas a cancelar as assinaturas de cabo e satélite. Agora, o maior serviço de streaming do mundo está em busca de crescimento em países onde a renda per capita é significativamente menor.

Os preços variam um pouco dependendo do território e o plano mais barato para os EUA custa cerca de US$ 7,99. Muitas empresas da Ásia, incluindo a Viu, da PCCW, oferecem um serviço gratuito e outro pago, e a opção normalmente custa entre US$ 2 e US$ 5 por mês.

"Deixando os preços nos níveis atuais, somos um serviço muito premium", disse Todd Yellin, vice-presidente de produtos da Netflix.

A Netflix, o maior serviço de streaming do mundo, com mais de 130 milhões de assinantes, vê na Ásia um território fértil para conseguir novos clientes após ingressar na região três anos atrás. A empresa anunciou 17 programas novos de cinco países asiáticos em um evento na semana passada em Cingapura, onde recebeu mais de 100 jornalistas e influenciadores de redes sociais de toda a região.

O serviço está desenvolvendo mais de 100 projetos de filmes e TV na Índia, na Coreia, no Japão, na Tailândia e em Taiwan e montou uma sede local em Cingapura. Além disso, está tentando contratar em Seul, Tóquio e Mumbai.

Ainda assim o crescimento tem sido lento na região. A empresa ainda não reuniu 2 milhões de assinantes em nenhum país, segundo estimativas da Media Partners Asia. Hastings disse que a Netflix poderia atrair até 100 milhões de clientes apenas na Índia.

O serviço de vídeo mais popular na Ásia e no mundo é o YouTube, da Alphabet. Repositório infinito de vídeos gratuitos, o YouTube ganhou centenas de milhões de usuários depois que o acesso à internet barata e de alta velocidade se disseminou pela região.

--Com a colaboração de Bhuma Shrivastava.